59-O AZEITE NO A.T E N.T

15/06/2013 23:26

A Importância E A Função Do Azeite No Antigo Testamento E No Novo Testamento

 

 

Esses dias eu estava conversando com um grande amigo e irmão, o Evangelista Paulo Augusto, membro da Igreja Metodista de Portela e, durante a conversa, começamos a falar sobre o azeite, no contexto bíblico. Comentávamos sobre a unção, quando o irmão recordou-se de um estudo interessante que ele havia xerocado de uma revista que, aborda a importância e o uso do azeite no Antigo Testamento e no Novo Testamento. Após recebê-lo do irmão, o li e decidi postá-lo aqui no Blog.

Quero agradecer ao irmão Paulo Augusto por esse estudo, pelo carinho, pela amizade e, principalmente, por suas orações e suas palavras sempre abençoadas.

(Jean Werneck)

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O azeite é um produto muito conhecido desde tempos remotos. Fruto da oliveira, era obtido por meio do esmagar da azeitona nas mãos, como os pés ou mesmo em moinhos próprios para este fim. Essa constrição do fruto deveria ser feita com cuidado para que o caroço não fosse esmagado também, o que liberaria um líquido tido como ruim. A polpa era ensopada em água quente e depois espremida mais uma vez, deixando o líquido resultando desse processo em repouso para que as impurezas ficassem no fundo do recipiente.

Feita a decantação (ato de separar as impurezas existentes em um líquido), obtinha-se o azeite puro (também chamado de azeite batido, o líquido retirado do primeiro processo). Havia uma repetição desse processo de prensa, mas a qualidade deste segundo líquido era notavelmente inferior. Uma parte do azeite da primeira prensa, o batido, por ordem de Deus, deveria ser trazido pelos israelitas para a tenda da congregação, a fim de servir de combustível para as lâmpadas do santuário (Êxodo 27.20).

A Bíblia destaca o azeite e sua utilização em diversas situações, a saber:

a)    Como alimento. Era misturado com farinha de trigo, para que fossem feitos pães ou bolos, dependendo do produto desejado (Levítico 2.1, Levítico 2.4-7 e 1 Reis 17.12).

b)    No uso religioso. Era o combustível que permitia manter as lâmpadas acesas, que na época tinham pavios de pano torcido ou algodão (Êxodo 27.20). Os dízimos entregues ao Senhor poderiam ser feitos em parte com azeite e cereal(Deuteronômio 12.17). Também era usado para ungir uma pessoa escolhida para um determinado ministério ou função, como foi o caso de Saul e Davi, como reis.

c)    Como um remédio. Um doente poderia ter seu corpo ungido caso estivesse em estado febril, como também na unção de determinados ferimentos, e para ungir um corpo que seria sepultado. Tiago diz que se há pessoas doentes na igreja, que chamem os presbíteros e que estes procedam com a unção com azeite (Tiago 5.14). Há teólogos que entendem este “ungir” não apenas como derramar o óleo, e sim fazer uma massagem com azeite na ferida.

d)    Como produto de beleza. A expressão “cosmético” vem do grego kosmos, que traz a idéia de ordenar, de colocar em ordem, reparar o que está desarrumado. O azeite era utilizado para ungir a pele após o banho e os cabelos. Imagine passar azeite para dar um tom mais brilhoso nos cabelos... (Salmos 23.5). Este hábito em Israel seria descontinuado se os israelitas fossem desobedientes a Deus (Deuteronômio 28.40).

e)    Uso comercial. Ter azeite em abundância era considerado sinal de prosperidade e o valor comercial do azeite era reconhecido tanto como o valor dos cereais e do vinho (Números 18.12 e Deuteronômio 7.13). Salomão pagou a Hirão, rei de Tiro, uma quantia anual de azeite batido (1 Reis 5.11).

É evidente que a curiosidade humana atribuía outros fins para o azeite que não estão registrados nas Sagradas Escrituras, mas entendemos que os fins polivalentes deste presente de Deus sempre beneficiarão a humanida

 

História do azeite

A origem da oliveira, na sua forma primitiva, remonta à Era Terciária, anterior portanto ao aparecimento do homem, e se situa na Ásia Menor, provavelmente na Síria ou na Palestina, regiões onde foram descobertos vestígios de instalações de produção de azeite e fragmentos de vasos datados do começo da Idade do Bronze. Contudo, em toda a bacia do Mediterrâneo foram encontradas folhas de oliveira fossilizadas, datadas do Paleolítico e do Neolítico, sendo também pesquisada a sua origem ao sul do Cáucaso, nos altos planos do Irã.

O uso do azeite na Antiguidade

Por volta de 3000 anos antes de Cristo, a oliveira já seria cultivada por todo o Crescente Fértil. Sabe-se, no entanto, que, há mais de 6 mil anos, o azeite era usado pelos povos da Mesopotâmiacomo um protetor do frio e para o enfrentamento das batalhas, ocasiões em que as pessoas se untavam dele.

De acordo com a Bíblia, havia comércio de azeite entre os negociantes da cidade de Tiro, que, provavelmente, o exportavam para o Egito, onde as oliveiras, na maior parte, não oferecem um produto de boa qualidade. Há também informações extraídas do Antigo Testamento bíblico de que teria sido na quantidade de 20.000 batos (2 Crônicas 2:10), ou 20 coros (1 Reis 5:11), o azeite fornecido por Salomão a Hirão, sendo que o comércio direto desta produção era, também, sustentado entre o Egito e a Israel (1 Reis 5:11; 2 Crônicas 2:10-15; Isaías 30:6 e 57.9; Ezequiel 27:17; Oséias 12:1).

A propagação da cultura do azeite pelas demais regiões mediterrânea provavelmente deve ter ocorrido por meio dos fenícios e dos gregos. Assim, já na Grécia antiga se cultivava a oliveira, bem como a vinha. E, desde o século VII a.C., o óleo de oliva começou a ser investigado pelos filósofosmédicos e historiadores da época em razão de suas propriedades benéficas ao ser humano.

Os gregos e os romanos sem dúvida descobriram várias aplicações do azeite, com suas múltiplas utilizações na culinária, como medicamento, unguento ou bálsamo, perfume, combustível para iluminação, lubrificante de alfaias e impermeabilizante de tecidos.

Além disso, o azeite é mencionado em quase todas as religiões da Antiguidade, havendo inúmeras lendas e mitos a respeito. Muitas das vezes a oliveira era considerada símbolo de sabedoria, paz, abundância e glória para os povos.

O azeite nas religiões antigas

Para os egípcios, o cultivo da oliveira teria sido ensinado por Ísis; os gregos e romanos também acreditavam que a origem de tal cultura teria sido uma dádiva dos seus respectivos deuses.

De acordo com a mitologia grega, ao disputar as terras do que é hoje a cidade de Atenas, o deus Posidão, com um golpe de seu tridente, teria feito brotar um belo e forte cavalo e que a deusa Atenas trouxe uma oliveira capaz de produzir óleo para iluminar a noite, suavizar a dor dos feridos e de servir como um alimento precioso, rico em sabor e energia.

Na EneidaVirgílio faz uma menção ao azeite e à oliveira: "E com um ramo de oliveira o homem se purifica totalmente".

Rômulo e Remo, considerados descendentes dos deuses e fundadores da cidade de Roma, teriam visto a luz do dia pela primeira vez debaixo dos galhos da oliveira.

Todavia, entre os judeus o azeite teve uma grande importância nos cultos quanto ao oferecimento de sacrifícios a Deus, simbolizando a sua presença entre os homens.

A simbologia do azeite na Bíblia e no cristianismo

Na Bíblia, o azeite é utilizado como símbolo da presença do Espírito Santo (Deus).

Em Gênesis, quando as águas do dilúvio tinham cessado e a arca ainda navegava sobre as águas, o patriarca Noé teria soltado uma pomba que retornou trazendo um ramo de oliveira.

Jacó, ao ter duas experiências sobrenaturais com Deus, em Betel, em ambas as vezes colocou no local uma coluna de pedra sobre a qual derramou azeite. (Gênesis 28:18 e 35:14)

Os judeus utilizavam o azeite nos seus sacrifícios e também como uma divina unção que era misturada com perfumes raros. Usava-se, portanto, o azeite na consagração dos sacerdotes (Êxodo 29:2-23; Levítico 6:15-21), no sacrifício diário (Êxodo 29:40), na purificação dos leprosos (Levítico 14:10-18 e 21:24-28), e no complemento do voto dos nazireus (Números 6:15).

Quando alguém apresentar ao Senhor uma oblação como oferta, a sua oblação será de flor de farinha; derramará sobre ela azeite, ajuntando também incenso. (Levítico 2:1)

Pode-se afirmar que a Torah previa três tipos de ofertas de manjares que deveriam ser acompanhadas com azeite e sem fermento, as quais eram: 1) flor de farinha com azeite e incenso; 2) bolos cozidos ou obreias (bolos muito finos) untadas com azeite; 3) grãos de cereais tostados com azeite e incenso. E, enquanto a ausência de fermento simbolizava a abstinência do pecado, o azeite representaria a presença de Deus. Parte das ofertas era então queimada no altar como sacrifício a Deus. Certas ofertas, contudo, deviam efetuar-se sem aquele óleo, como, por exemplo, as que eram feitas para expiação do pecado (Levítico 5:11) e por causa de ciúmes (Números 5:15).

Os judeus também empregavam o azeite para friccionar o corpo, depois do banho, ou antes de uma ocasião festiva, mas em tempo de luto, ou de alguma calamidade, abstinham-se de usá-lo.

O azeite também era reconhecido como um medicamento entre os judeus (Isaías 1:6; Marcos 6:13; e Tiago 5:14). No Evangelho segundo Lucas 10:34, o "bom samaritano" unge as feridas do homem que tinha sido atacado pelos salteadores com vinho e azeite. O azeite, nas feridas, era conhecido por ajudar a cicatrizar.

Pode-se dizer que na cultura judaica o azeite indicava o sentimento de alegria, ao passo que a sua falta denunciava tristeza, ou humilhação.

Antes de sua prisão, Jesus passou momentos agonizando no Getsêmani, ou Jardim das Oliveiras, situado nos arredores da Jerusalém antiga. O nome Getsêmani significa lagar do azeite. A escolha do local trazia com exatidão o que estava acontecendo com Jesus momentos antes de ser crucificado, quando iria ser sacrificado e esmagado como uma azeitona, a fim de que a humanidade pudesse receber o Espírito Santo em seus corações.

Ainda hoje na Quinta-Feira santa, a Igreja Católica consagra os santos óleos que são usados pelos sacerdotes ao longo do ano em rituais litúrgicos sacramentais, como o batismo, o crisma, aunção dos enfermos e a ordenação sacerdotal. De acordo com o Direito Canônico, tais óleos devem ser de origem vegetal, mas é usual utilizar o azeite para tal consagração.

Os Elementos da Unção


 

"Falou mais o Senhor a Moisés dizendo: Tu, pois, toma para ti das principais especiarias: da mais pura MIRRA, quinhentos siclos; e de CANELA aromática, a metade, a saber, duzentos e cinqüenta ciclo , e de CÁLAMO aromático, duzentos e cinqüenta ciclos; e de CÁSSIA, quinhentos siclos, segundo o siclo do Santuário; e de azeite de OLIVA, um him. E disto farás o azeite da Santa Unção, o perfume composto segundo a obra do perfumista; este será o azeite da Santa Unção". (Êx. 30:22-25)


       Unção é escolha. O ato de ungir alguém significa escolher ou separar esta pessoa para um propósito - Ungido quer dizer = Escolhido. Geralmente quando Deus unge alguém, tem outras pessoas em mente. Ser um ungido significa quase sempre viver para os outros.
 

·         ARÃO - Foi ungido para servir no Tabernáculo. - Ex. 30:30

·         DAVI - Ungido para por ordem na nação de Israel e expulsar os filisteus. - I Sm. 16:13

·         ELISEU - Ungido profeta no lugar de Elias. - I Rs. 19:16

·         JESUS - Ungido para dar a vida pela humanidade - At.10:38

       Jesus quando se declarou Ungido, disse para que foi separado: Is. 61:1-2; Lc. 4:18

 

       O Rei e Sacerdote -  podem ser escolhido depois, mas o Profeta, geralmente é escolhido desde criança, ou antes de nascer. (João Batista, Samuel, o próprio Jesus).

Os Elemntos da Unção - As Ervas

1. MIRRA - Simboliza renovação e embelezamento. Este elemento prepara e embeleza a noiva para encontrar-se com o Noivo.

 

"Quem é esta que sobe do deserto, como colunas de fumaça, perfumada de mirra, e de incenso, e de toda sorte de pós aromáticos do mercador?" - (CT 3:6)

O Segredo da Rainha Ester

·         A história da Rainha Ester (Hadassa); preparada para encontrar-se com o rei. - Antes das núpcias, seis meses se perfumando com mirra.

 

Em chegando o prazo de cada moça vir ao rei Assuero, depois de tratada segundo as prescrições para as mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias de seu embelezamento, seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e com os perfumes e ungüentos em uso entre as mulheres), - (ET 2:12)

 

·         A mirra está quase sempre relacionada com a preparação da noiva para se encontrar com o noivo.


 

Levantei-me para me entregar ao meu amado; as minhas mãos destilavam mirra, e os meus dedos gotejavam mirra preciosa. - (Ct. 5:5)


 

Todas as tuas vestes recendem a mirra, aloés e cássia; de palácios de marfim ressoam instrumentos de cordas que te alegram. - (Sl. 45:8)

 

A Mirra, Como Símbolo do Espírito Santo

·         O momento mais esperado, era quando a noiva ia ser apresentada ao noivo. - Naquele dia, era usada uma grande quantidade de mirra. - O perfume era sentido de longe.

·         Ester é um símbolo da Igreja do Senhor Jesus. - Ela está sendo preparada e perfumada para ser levada a presença do noivo.
ESTER - A Noiva, a igreja.
A MIRRA - O Espírito Santo, perfumando a noiva e preparando para apresenta-la.
O REI - Jesus, o noivo.

 

A Expressão do Noivo ao Ver a Noiva:

       - Quem é esta...?
     - Sobe como colunas de fumaça. - Jesus vê milhões de crentes subindo. Parece uma nuvem.
       - Posso sentir o perfume de mirra.
       - Outros perfumes (nardo, oliva...)

2. CANELA - Simboliza firmeza - Esta é a raiz mais forte que existe. Ela tira todas as outras do caminho. - Este elemento significa o alicerce na vida do cristão.

3. CÁLAMO - Erva cicatrizante - Ungüento para curar cortes e feridas. Este elemento tem a função de sarar as feridas do relacionamento; marcas que ficam na pessoa precisam ser cicatrizadas. Feridas no casamento. Feridas na comunhão com Deus.

4. CÁSSIA - Limpa e perfuma ao mesmo tempo - Tem a propriedade de limpeza e purificação como o álcool

5. OLIVA - Óleo da oliveira - Simboliza prosperidade - Considerada uma árvore valiosa por causa do óleo. Juntamente com a vinha era a maior fonte de riqueza da nação de Israel.

A Oliveira ( zayt em hebraico ).

       A oliveira é uma das árvores mais importantes citadas nas Escrituras por sua conexão direta com o povo de Israel e também pela riqueza de figuras por ela representada. Seu uso era muito variado no Oriente Médio, pois ela era famosa por seu fruto, seu óleo e sua madeira. Era reputada como símbolo de beleza, força, da bênção divina e da prosperidade.

Características da Oliveira:

·         Cresce em qualquer lugar e em qualquer clima e sob quaisquer condições: Nas montanhas, nos vales nas pedras e na terra fértil.

·         Atinge até 7 metros de altura e torna-se uma árvore frondosa.

·         Até as árvores doentes lanças novos ramos. Troncos velhos tem folhas verdes. Mesmo se for queimada, saem ramos de suas raízes. Alguns brotam e crescem num sistema de raízes de até 2000 anos de idade. É quase indestrutível. Foi a única árvore que resistiu ao Dilúvio.

·         Cada árvore produz até 80lt. de azeite por ano.

 

Somos Comparados à Oliveira

·         Fomos chamados a dar frutos a qualquer tempo e no lugar onde estivermos plantados.

·         Mesmo vencido ou derrubado, o cristão se levanta e volta a produzir.

·         Processo lendo de amadurecimento mas pode tornar-se grande e produtivo.

·         Nossos frutos devem alimentar os que estão ao nosso redor.

 

Produz:

       - Alimento, Luz, Higiene e Cura.

O Azeite Fluindo Para Abastecer Lâmpada

        - A Bíblia diz que quando todas as vasilhas da viúva estavam cheias, o azeite parou. Não que acabou, mas parou. O Espírito Santo nos abastece de azeite para nos manter acesos, para brilhar.
         - O óleo fluindo simboliza a nossa comunhão com Deus.

A Luz do Mundo

       - Nenhuma lâmpada pode permanecer acesa sem azeite. Se faltar o azeite, a lâmpada vai apagando e não brilha mais. Perde a utilidade. Afinal para que serve uma luz apagada !?

 

 

Fonte:

http://blogdojeanwerneck.blogspot.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki      

http://www.estudosgospel.com.br