78-A ORIGEM PAGÃ DO NATAL

18/06/2013 00:52

O NATAL VEIO DO PAGANISMO.

PROVAS NA HISTÓRIA E NA BÍBLIA.

 

Enciclopédia Católica (edição de 1911): "A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentravam na festa do Natal".

Orígenes, um dos chamados pais da Igreja (ver mesma enciclopédia acima): "... não vemos nas Escrituras ninguém que haja celebrado uma festa ou celebrado um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo".

Autoridades históricas demonstram que, durante os primeiros 3 séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como Igreja Romana (isto é, no século 4o). Somente no século 5o foi oficialmente ordenado que o Natal fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo.

Se fosse da vontade de Deus que guardássemos e celebrássemos o aniversário do NASCIMENTO de Jesus Cristo, Ele não haveria ocultado sua data exata, nem nos deixaria sem nenhuma menção a esta comemoração, em toda a Bíblia. Ao invés de envolvermo-nos numa festa de origem não encontrada na Bíblia mas somente no paganismo, somos ordenados a adorar Deus, a relembrar biblicamente a MORTE do nosso Salvador, e a biblicamente pregar esta MORTE e seu significado, a vitoriosa RESSURREIÇÃO do nosso Salvador, Sua próxima VINDA gloriosa, sua mensagem de SALVAÇÃO para os que crêem verdadeiramente e PERDIÇÃO para os não crentes verdadeiros.

1. JESUS NÃO NASCEU EM 25 DE DEZEMBRO

Quando Ele nasceu "... havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho."  (Lucas 2:8). Isto jamais pôde acontecer na Judéia durante o mês de dezembro: os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e [ainda mais à noite] os abrigavam para protegê-los do inverno que se aproximava, tempo frio e de muitas chuvas (Adam Clark Commentary, vol. 5, página 370). A Bíblia mesmo prova, em Cant 2:1 e Esd 10:9,13, que o inverno era época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos durante as frígidas noite, no campo. É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lucas 2:1).

2. COMO ESTA FESTA SE INTRODUZIU NAS IGREJAS?

 The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog) explica claramente em seu artigo sobre o Natal:

"Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17 a 24 de dezembro) e comemorava o nascimento do deus sol, no dia mais curto do ano.

As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã.

Recordemos que o mundo romano havia sido pagão. Antes do século 4o os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém, com a vinda do imperador Constantino (no século 4o) que se declarou cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos somaram a centenas de milhares.

Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes pagãos, sendo o principal aquela festa idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria [carnal] muito especial. Agradava ao povo! Não queriam suprimi-la."


O artigo já citado da "The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge" revela como Constantino e a influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de Deus com o sol) levaram aqueles pagãos do século 4o (que tinham [pseudamente] se "convertido em massa" ao [pseudo] "cristianismo") a adaptarem a sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando-lhe o título de dia do natal do Filho de Deus.

Assim foi como o Natal se introduziu em nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo, em espírito, a festa pagã de culto ao sol. Apenas mudou o nome. Podemos chamar de leão a uma lebre, mas por isto ela não deixará de ser lebre.

A Enciclopédia Britânica diz:

"A partir do ano 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada de Mitraica, o aniversário do invencível sol... os sírios e os armênios idólatras e adoradores do sol, apegando-se à data de 6 de janeiro, acusavam os romanos, sustentando que a festa de 25 de dezembro havia sido inventada pelos discípulos de Cerinto."

3. A VERDADEIRA ORIGEM DO NATAL

O Natal é uma das principais tradições do sistema corrupto chamado Babilônia, fundado por Nimrode, neto de Cam, filho de Noé. O nome Nimrode se deriva da palavra "marad", que significa "rebelar". Nimrode foi poderoso caçador CONTRA Deus (Gn 10:9). Para combater a ordem de espalhar-se:

- criou a instituição de ajuntamentos (cidades);
- construiu a torre de Babel (a Babilônia original) como um quádruplo desafio a Deus (ajuntamento, tocar aos céus, fama eterna, adoração aos astros);
- fundou Nínive e muitas outras cidades;
- organizou o primeiro reino deste mundo.

A Babilônia é um sistema organizado de impérios e governos humanos, de explorações econômicas, e de todos os matizes de idolatria e ocultismo.

Nimrode era tão pervertido que, segundo escritos, casou-se com sua própria mãe, cujo nome era Semiramis. Depois de prematuramente morto, sua mãe-esposa propagou a perversa doutrina da reencarnação de Nimrode em seu filho Tamuz. Ela declarou que, em cada aniversário de seu natal (nascimento), Nimrode desejaria presentes em uma árvore. A data de seu nascimento era 25 de dezembro. Aqui está a verdadeira origem da árvore de Natal.

Semiramis se converteu na "rainha do céu" e Nimrode, sob diversos nomes, se tornou o "divino filho do céu". Depois de várias gerações desta adoração idólatra, Nimrode também se tornou um falso messias, filho de Baal, o deus-sol. Neste falso sistema babilônico, a mãe e o filho (Semiramis e Nimrode encarnado em seu filho Tamuz) se converteram nos principais objetos de adoração. Esta veneração de "a Madona e Seu Filho" (o par "mãe influente + filho poderoso e obediente à mãe") se estendeu por todo o mundo, com variação de nomes segundo os países e línguas. Por surpreendentemente que pareça, encontramos o equivalente da "Madona", da Mariolatria, muito antes do nascimento de Jesus Cristo!

Nos séculos 4o e 5o os pagãos do mundo romano se "converteram" em massa ao "cristianismo", levando consigo suas antigas crenças e costumes pagãos, dissimulando-os sob nome cristãos. Foi quando se popularizou também a idéia de "a Madona e Seu Filho", especialmente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema.

A verdadeira origem do Natal está na antiga Babilônia. Está envolvida na apostasia organizada que tem mantido o mundo no engano desde há muitos séculos! No Egito sempre se creu que o filho de Ísis (nome egípcio da "rainha do céu") nasceu em 25 de dezembro. Os pagãos em todo o mundo conhecido já celebravam esta data séculos antes do nascimento de Cristo.

Jesus, o verdadeiro Messias, não nasceu em 25 de dezembro. Os apóstolos e a igreja primitiva jamais celebraram o natalício de Cristo. Nem nessa data nem em nenhuma outra. Não existe na Bíblia ordem nem instrução alguma para fazê-lo. Porém, existe, sim, a ordem de atentarmos bem e lembrarmos sempre a Sua MORTE (1Co 11:24-26; Joã 13:14-17).

4. OUTROS COSTUMES PAGÃOS, NO NATAL: GUIRLANDA, VELAS, PAPAI NOEL

 A GUIRLANDA (coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas) que enfeita as portas de tantos lares é de origem pagã. Dela disse Frederick J. Haskins em seu livro "Answer to Questions" (Respostas a Algumas Perguntas): "[A guirlanda] remonta aos costumes pagãos de adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do [atual] Natal. A árvore de Natal vem do Egito e sua origem é anterior à era Cristã."

Também as VELAS, símbolo tradicional do Natal, são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar ao deus sol, quando este se extinguia para dar lugar à  noite.

PAPAI NOEL é lenda baseada em Nicolau, bispo católico do século 5o. A Enciclopédia Britânica, 11ª edição, vol. 19, páginas 648-649, diz: "São Nicolau, o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro... conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre... deu origem ao costume de dar em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau..."

Os pais castigam a seus filhos por dizerem mentiras. Porém, ao chegar o Natal, eles mesmos se encarregam de contar-lhes a mentira de "Papai-Noel", dos "Reis Magos" e do "Menino Deus"! Por isso não é de se estranhar que, ao chegarem à idade adulta, também creiam que Deus é um mero mito.      -      Certo menino, sentindo-se tristemente desiludido ao conhecer a verdade acerca de Papai Noel, comentou a um amiguinho: "Sim, também vou me informar acerca do tal Jesus Cristo!"      -     É cristão ensinar às crianças mitos e mentiras? Deus disse: "... nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um  com o seu próximo;"  (Lev 19:11). Ainda que à mente humana pareça bem e justificado, Deus, porém, disse: "Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte."  (Prov 16:25).

Estudados os fatos, vemos com assombro que o costume de celebrar o Natal, em realidade, não é costume cristão mas, sim, pagão. Ele constitui um dos caminhos da Babilônia no qual o mundo tem caído!

5. O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A ÁRVORE DE NATAL?

As falsas religiões sempre utilizaram a madeira, bem como as árvores, com fins de idolatria:

  "Sacrificam sobre os cumes dos montes, e queimam incenso sobre os outeiros, debaixo do carvalho, e do álamo, e do olmeiro, porque é boa a sua sombra; por isso vossas filhas se prostituem, e as vossas noras adulteram."  (Os 4:13)

  "Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do SENHOR teu Deus, que fizeres para ti."  (Deut 16:21)

Essas árvores ou pedaços de madeira serviam para adoração e culto doméstico. O pinheiro – símbolo natalino – possui a mesma conotação.

6. É BÍBLICA A TROCA DE PRESENTES?

Biblioteca Sacra, vol. 12, páginas 153-155: "A troca de presentes entre amigos é característico tanto do Natal como da Saturnália, e os cristãos seguramente a copiaram dos pagãos, como o demonstra com clareza o conselho de Tertuliano".

O costume de trocar presentes com amigos e parentes durante a época natalina não tem absolutamente nada a ver com o cristianismo! Ele não celebra o nascimento de Jesus Cristo nem O honra! (Suponhamos que alguma pessoa que você estima está aniversariando. Você a honraria comprando presentes para os seus próprios amigos??... Omitiria a pessoa a quem deveria honrar??... Não parece absurdo deste ponto de vista?!...)

Contudo, isto é precisamente o que as pessoas fazem em todo o mundo. Observam um dia em que Cristo não nasceu, gastando muito dinheiro em presentes para parentes e amigos. Porém, anos de experiência nos ensinam que os cristãos confessos se esquecem de dar o que deviam, a Cristo e a Sua obra, no mês de dezembro. Este é o mês em que mais sofre a obra de Deus. Aparentemente as pessoas estão tão ocupadas trocando presentes natalinos que não se lembram de Cristo nem de Sua obra. Depois, durante janeiro a fevereiro, tratam de recuperar tudo o que gastaram no Natal, de modo que muitos, no que se refere ao apoio que dão a Cristo e Sua obra, não voltam à normalidade até março.

Vejamos o que diz a Bíblia em Mateus 2:1,11 com respeito aos presentes que levaram os magos quando Jesus nasceu:

  "E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magoS vieram do oriente a Jerusalém, ... E, entrando na CASA, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, O adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-LHE dádivas: ouro, incenso e mirra."

7. POR QUE OS MAGOS LEVARAM PRESENTES A CRISTO?

Por ser o dia de seu nascimento? De maneira nenhuma! Pois eles chegaram muitas semanas ou meses depois do seu nascimento (Mt 2:16). Ao contrário do que mostram os presépios, Jesus já estava numa casa, não numa estrebaria.

Então, os magos deram presentes uns aos outros para deixar-nos exemplo a ser imitado? Não! Eles não trocaram nenhum presente com seus amigos e familiares, nem entre si mesmos, mas sim presentearam unicamente a CRISTO.

Por que? O mencionado comentário bíblico de Adan Clarke, vol. 5, pg.46, diz: "Versículo 11 ("ofereceram-lhe presentes"). No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mãos vazias. Este costume ocorre com freqüência no Velho Testamento e ainda persiste no Oriente e em algumas ilhas do Pacífico Sul."

Aí está! Os magos não estavam instituindo um novo costume cristão de troca-troca de presentes para honrar o nascimento de Jesus Cristo! Procederam de acordo com um antigo costume Oriental que consistia em levar presentes ao rei ao apresentarem-se a ele. Eles foram pessoalmente à presença do Rei dos Judeus. Portanto, levaram oferendas, da mesma maneira que a rainha de Sabá levou a Salomão, e assim como levam aqueles que hoje visitam um chefe de estado.

O costume de trocas de presentes de Natal nada tem a ver com o nascimento do Cristo de Deus, é apenas a continuação de um costume pagão.

8. UM "NATAL CORRIGIDAMENTE CRISTÃO"  PODERIA REALMENTE HONRAR A CRISTO?

Há pessoas que insistem em que, apesar das raízes do Natal estarem no paganismo, agora elas não observam o Natal para honrarem um falso deus, o deus sol, senão para honrarem a Jesus Cristo. Mas diz Deus:

  "Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as, ...; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: 'Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu.'    Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que Ele odeia, fizeram eles a seus deuses; ...".  (Deut 12:30-31)

  "Assim diz o SENHOR: 'Não aprendais o caminho dos gentios, ...    Porque os costumes dos povos são vaidade; ...'" (Jr 10:2-3).

Deus disse-nos claramente que não aceitará este tipo de adoração: ainda que tenha hoje a intenção de honrá-Lo, teve origem pagã e, como tal, é abominável e honra não a Ele mas sim aos falsos deuses pagãos.

Deus não quer que O honremos "como nos orienta a nossa própria consciência":

    "Deus é Espírito; e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade". (Joã 4.24).

O que é a verdade? Jesus disse que a Sua palavra, a Bíblia, é a verdade (Joã 17:17).  E a Bíblia diz que Deus não aceitará o culto de pessoas que, querendo honrar a Cristo, adotem um costume pagão:

    "Mas em vão me adoram, ensinando doutrina que são preceitos dos homens." (Mt 15:9).

A comemoração do Natal é um mandamento (uma tradição) de homens e isto não agrada a Deus.

    "E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus" (Mat 15:6).
    "Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses..."  (Deut 12:31)

Não podemos honrar e agradar a Deus com elementos de celebrações pagãs!

9. ESTAMOS NA BABILÔNIA, SEM O SABERMOS

Nem precisamos elaborar: quem pode deixar de ver nauseabundos comercialismo, idolatria, e contemporização, por trás do "Natal"?... E que diz Deus? Devemos "adaptar e corrigir o erro"? Ou devemos praticar "tolerância zero, separação total"?

  "Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas." (Ap 18:4)


 

10. AFINAL, A BÍBLIA MOSTRA QUANDO NASCEU JESUS?

Jesus Cristo nasceu na festa dos Tabernáculos, a qual acontecia a cada ano, no final do 7º mês (Iterem) do calendário judaico, que corresponde [mais ou menos, pois o calendário deles é lunar-solar, o nosso é solar] ao mês de setembro do nosso calendário. A festa dos Tabernáculos (ou das Cabanas) significava Deus habitando com o Seu povo. Foi instituída por Deus como memorial, para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto, dias em que o Senhor habitou no Tabernáculo no meio de Seu povo (Lev 23:39-44; Nee 8:13-18 ).

Em João 1:14 ("E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.") vemos que o Verbo (Cristo) habitou entre nós. Esta palavra no grego é skenoo = tabernáculo. Devemos ler "E o Verbo se fez carne, e TABERNACULOU entre nós, e...". A festa dos Tabernáculos cumpriu-se em Jesus Cristo, o Emanuel (Isa 7:14)  que significa "Deus conosco". Em Cristo se cumpriu não apenas a festa dos Tabernáculos, mas também a festa da Páscoa, na Sua morte  (Mat. 26:2; 1Cor 5:7), e a festa do Pentecostes, quando Cristo imergiu dentro do Espírito Santo a todos os que haveriam de ser salvos na dispensação da igreja (Atos 2:1).

Vejamos nas Escrituras alguns detalhes que nos ajudarão a situar cronologicamente o nascimento de Jesus:

·        Os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 1/24 = 15 dias, 2 vezes ao ano. Os números estão arredondados, pois 24 turnos x 15 dias = 360 dias =/= 365,2422 dias = 1 ano. Durante os sábados especiais, todos os turnos ministravam juntamente; 1Cr 24:1-19.

·        O oitavo turno pertencia a Abias (1Cr 24:10).

·        O primeiro turno iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico – mês de Abibe. Êxo 12:1-2; 13:4; Deut 16:1; Ex 13:4.

·        Usualmente havia 12 meses, alguns deles com 29 dias, outros com 30 dias, totalizando apenas 12 x 29,5 = 354 dias, ficando faltando 11,2422 dias para o ano solar. A cada 3 ou anos a distorção entre este calendário e o solar era corrigida através da introdução do mês de Adar II.

Temos a seguinte correspondência:

Mês (número)

Mês (nome, em Hebraico)

Turnos

Referências

1

Abibe ou Nissan
= março / abril

1 e 2

Êxo 13:4 Ester 3:7

2

Zive = abril / maio

3 e 4

1Re 6:13

3

Sivan = maio / junho

5 e 6

Est 8:9

4

Tamuz = junho / julho

7 e 8 (Abias)

Jer 39:2; Zac 8:19

5

Abe = julho / agosto

9 e 10

Núm 33:38

6

Elul: agosto / setembro

11 e 12

Nee 6:15

7

Etenim ou Tisri
= setembro / outubro

13 e 14

1Rs 8:2

8

Bul ou Cheshvan
= outubro / novembro

15 e 16

1Rs 6:38

9

Kisleu
= novembro / dezembro

17 e 18

Esd 10:9; Zac 7:

10

Tebete = dezembro / janeiro

19 e 20

Est 2:16

11              

Sebate = janeiro / fevereiro

21 e 22

Zac 1:7

12

Adar = fevereiro / março

23 e 24

Est 3:7

                                                                 

Zacarias, pai de João Batista, era sacerdote e ministrava no templo durante o "turno de Abias" (Tamuz, i.é, junho / julho) (Luc 1:5,8,9).
Terminado o seu turno voltou para casa e (conforme a promessa que Deus lhe fez) sua esposa Isabel, que era estéril, concebeu João Batista (Luc 1:23-24) no final do mês Tamus (junho / julho) ou início do mês Abe (julho / agosto).
Jesus foi concebido 6 meses depois (Luc 1:24-38), no fim de Tebete (dezembro / janeiro) ou início de Sebate (janeiro / fevereiro).
Nove meses depois, no final de Etenim (que cai em setembro e/ou outubro), mês em que os judeus comemoravam a Festa dos Tabernáculos, Deus veio habitar, veio tabernacular conosco. Nasceu Jesus, o Emanuel ("Deus conosco").

 

Em 1999, Hélio de M. Silva adaptou (excluiu/adicionou/modificou) algumas poucas palavras e até parágrafos de um estudo que estava em 18 sites de língua portuguesa, nenhum dando o nome do autor, mas parecendo ser tradução/adaptação do livreto "The Plain Truth About Christmas", publicado em 195x pela Worlwide Church of God (Armstrongnianismo melhorado?)

As cegas tradições do Natal

 

Alegrias e presentes à parte, muitas pessoas pensam que o Natal é o nascimento do Senhor Jesus, ou então que é uma festa de paz, confraternização, e alegria... Comemoram aquela data, de 25 de dezembro, de boa vontade despreocupadamente, acreditando que estão fazendo uma coisa boa, e sincera.
 

Se pensarmos bem, vamos ver que nunca nos preocupamos ou questionamos de maneira adequada sobre esta tão abominável data, a sua origem e verdadeiras intenções.
 

A desculpa mais comum de se ouvir é que todo mundo comemora o dia 25 de dezembro, e é uma festa de paz e alegria - em outras palavras, é a tradição cega que predomina nas atitudes das pessoas. O mesmo tipo de tradição dos judeus que valeu do Senhor Jesus uma forte repreensão (Marcos 7:8,9 e 13). Tradição religiosa que muitos prezam e sem pensar afirmam: "Meu pai foi desta religião, nasci nela e morrerei nela!"
 

A religião é decidida como se fosse um agasalho da cor predileta - isto pode custar muito caro: a morte eterna.
Assim também, por incrível que pareça, o cristão (aquele que verdadeiramente confessou o Senhor Jesus, que se arrependeu dos seus pecados, que crê, pela fé, na salvação eterna, através do sangue do Senhor Jesus, crendo que Ele é o Deus Todo Poderoso)- sim, este cristão comemora o Natal, participa dessa festa, e muito provavelmente com a máxima sinceridade, como tradição (entre muitas outras que infestam o meio evangélico), sem contudo saber que está praticando um ato abominável.
 

Nós sabemos, é claro, que nada mais nos condena, pois somos resgatados pelo Senhor, pela misericórdia de Deus, pelo admirável amor, que, enquanto mortais aqui no mundo, não entenderemos completamente.
Isto, porém, não justifica a nossa irresponsabilidade diante de nossas próprias atitudes. Deus vai nos pedir conta de tudo que fizemos aqui no mundo, após nossa conversão. (I Cor.3:13; IICor.5:10)
Cada vez que comemoramos o Natal, escarnecemos do Senhor Jesus, nos tornamos cúmplices das obras das trevas e praticamos a hipocrisia.
 

Mas, temos recursos:
"Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada.
Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento".(Tiago1:5,6)
 

Quantos de nós, porém, realmente pedimos a Deus a sabedoria e o discernimento? Ou será que, por medo de assumirmos nossas responsabilidades, não nos aprofundamos nas maravilhosas riquezas da Palavra de Deus, como Ele nos manda fazer? Ele não Se contentaria jamais que nós, Seus filhos lêssemos a Bíblia todas as noites, antes de dormir, ou na hora do almoço, ou nos fins de semana - como se fosse uma obrigação.
Mas, é para nós, herdeiros da Sua riqueza, nos deleitarmos na Sua Palavra e nos aprofundarmos nela.
Assim, não pecaríamos por ignorância, ou ... por tradição.

O DIA 25 DE DEZEMBRO
Para entendermos como surgiu o dia 25 de dezembro, e o que tem esta data a ver com o suposto nascimento de Jesus, é necessário analisarmos alguns fatos.
Em dezembro era celebrada a festa dos Saturnais, dedicado ao deus Saturno, que durava cerca de quatro dias ou mais.
Segundo criam os pagãos romanos, este deus habitava no Lácio - nome proveniente de ter ele se escondido naquela região - Lateré - que significa esconder-se, ocultar-se. E tendo sido recebido pelos homens, lhes ensinou a agricultura, trazendo, segundo a lenda, a chamada "Idade do Ouro".
Os Saturnais procuravam repetir esse período, fazendo uma espécie de feriado, quando ninguém trabalhava, os tribunais e escolas eram fechados (1), havendo nessa festa um fato importante: "os escravos recebiam permissão temporária para fazer tudo o que lhes agradasse, e eram servidos pelos amos". (2) (Os grifos são meus.)
Anteriormente, era coroado um rei, que fazia o papel de Saturno, quando "usufruia de todas as prerrogativas daquele deus durante um tempo e depois morria, por sua própria mão ou sacrificado". (3)
Esta festa era uma espécie de carnaval, e se dava no chamado solstício de inverno.
Vamos entender o significado de solstício :
A Terra, ao girar em volta do sol, forma uma trajetória que é chamada de eclíptica.
Porém, como o eixo de rotação da Terra não está perpendicular à eclíptica, mas ligeiramente inclinado, o sol, na maior parte do seu curso aparente no céu, não passa exatamente em cima do equador, mas fica inclinado. Há somente dois períodos do ano em que ele passa em cima do equador que são os períodos de equinócio. Quando ele se inclina o máximo, tanto para o norte, como para o sul, dá-se o que chamamos de solstício.
Para quem vive no hemisfério norte, quando o sol se inclina o máximo para o norte, dá-se o solstício de verão, iniciando a estação de verão, e quando ele se inclina o máximo para o sul, ocorre o solstício de inverno, dando a estação de inverno, que em certos lugares chega a ser tão rigoroso que não há trabalho.
Nesses períodos, as noites são longas e frias. "Este solstício é importantíssimo para os povos nórdicos, porque de dezembro a março o sol se apaga como se prenunciasse o fim da vida. Os pagãos comemoravam a data com festas. Acendiam fogueiras, ornamentavam as ruas com flores e galhos verdes e erguiam altares nas casas. Faziam tudo para agradar os deuses e pedir-lhes que o inverno fosse brando e o sol retornasse redivivo, no início da primavera".(4)
Em certas regiões, bem próximas do pólo norte, no solstício de inverno o sol desaparece da linha do horizonte, justamente por causa da sua inclinação aparente para o sul. Para quem vive nessa região, o sol fica dias sem nascer, trazendo, portanto, uma noite longa.
No Brasil, que se situa no hemisfério sul, o solstício de inverno se dá em junho, ( o Natal ocorre no verão). Nesta época , temos as chamadas "festas juninas", quando as tradições pagãs e natalinas são também apresentadas nas tradições da festa da fogueira, comidas típicas, danças, etc.
Conhecendo, então, o "sumiço" aparente do sol em certas regiões, fica fácil entender como surgiu o culto ao sol.
O sol tem sua representação no deus greco-romano Apolo, considerado como "Sol invicto". (5), e seus equivalentes entre outros povos pagãos, são diversos: Ra - o deus egípcio; Utu - dos babilônicos; Surya - da Índia; e também Baal e Mitra. Todos estes e as Saturnálias, deram origem ao dia 25 de dezembro, como o dia do sol.
Baal, por exemplo, era o abominável deus dos cananeus, e seu nome significa "senhor"(6). Considerado o deus das montanhas, das tempestades e da chuva, simbolizava a plenitude da vida, e em sua mão estava o poder de provocar as chuvas, o nascimento das fontes, e a fertilidade da terra. (7)
Quando o Império Romano conquistou várias partes do mundo antigo, essa divindade acabou entrando no panteão Romano, através dos escravos importados e mercenários sírios (8), tendo grande aceitação principalmente porque os romanos procuravam "novas experiências espirituais".
No seu culto eram imoladas crianças e adolescentes, a ponto de seus rituais serem proibidos pelo imperador Adriano (76-138 DC). Sua prática passou para a clandestinidade e, posteriormente, como as religiões egípcias, seus cultos foram depurados e desligados das tradições bárbaras. Logo, se transformaram em "severos códigos morais", elevando-se à "sabedoria dos mistérios" (9), tal como se deu com o mitraísmo.
Quanto ao Mitra - deus indo-iraniano - era muito apreciado no exército romano (10) onde apenas homens participavam (11) em recintos fechados - grutas - chamados de "Mithraeum" ou "Spelaeum", muito comum dentro de
Roma (12). Era uma religião de iniciação secreta, com graus, semelhantes aos existentes na maçonaria (13)
Mitra era adorado como deus-sol (14) e comemorado entre os dias 24 e 25 de dezembro, quando, segundo a lenda, teria nascido de uma enorme rocha (15)Seu nome, de raiz indo-européia, significa: "troca", "contrato" e "amizade" justamente como é considerado: "amigo de todos" (16)
Como Baal e Mitra já eram conhecidos dos romanos, Aureliano (2127-275 d.C.), imperador de Roma, estabeleceu, no ano de 273 d.C. , o dia do nascimento do Sol em 25 de dezembro - "Natalis Solis Invicti" - que significa: "nascimento do Sol invencível" (17)
Foi a partir desse ponto que todas as forças do paganismo se uniram para atacar frontalmente a igreja do Senhor Jesus, aliciando, enganando e infiltrando as doutrinas de iniciação aos mistérios para dentro da igreja. O catolicismo romano foi um dos resultados disso.
Mas, para que o plano desse certo, apareceu Constantino (317-337 d.C.), imperador de Roma, com uma nova maneira de abordar os cristãos.
Segundo uma lenda, antes da batalha contra Maxêncio, ele teve uma visão da cruz contra o sol, e uma mensagem que dizia, "com este sinal vencerás". Constantino era adorador do Sol, mas não há provas que ele fosse membro do mitraísmo, em cujos rituais eram usados pães marcados com uma cruz (18). De qualquer maneira, este símbolo é evidentemente pagão. (19) . Conseguindo a vitória, Constantino, aparentemente, apoiou os cristãos e decretou o Édito de Milão em 313, dando liberdade de culto aos cristãos e trocando, dessa forma, a perseguição pela tolerância tão desejada.
Mas também "estava resolvido a recompensar a religião de seu novo patrono de maneira digna de um Imperador Romano."
Privilégios e grandes somas de dinheiro foram doados às igrejas de todas as municipalidades" (20).
Ele "legalizou" o cristianismo perante o mundo pagão e "os sacerdotes cristãos tiveram direito à mesma insenção fiscal concedida aos de outras religiões" (21)
Na verdade, Constantino igualou o "cristianismo" com o paganismo. Realmente, foi uma boa estratégia. Os cristãos, antes cruelmente perseguidos, agora, receberam do imperador a liberdade de culto, e passaram a enfrentar um novo problema: a interferência do Estado na Igreja . Constantino comprou os sacerdotes romanos, conseguiu aliciar, e de fato, governou a igreja de Roma, e introduziu nela os ritos pagãos (22)
Como adorador do Sol, não resta dúvida a sua influência: ele fez do dia 25 de dezembro uma festa cristã (23), para que se celebrasse o nascimento de Cristo. Ele fez da festa de Mitra, Baal, Osíris, Apolo, e outros deuses abomináveis, a festa do nascimento de Cristo - Uma forma de sincretismo religioso.Talvez, Constantino seja considerado convertido a Cristo. Se isso for verdade, porém, ele foi devidamente utilizado para a circunstância. Esta é uma prova de que a sinceridade não livra ninguém dos erros da ignorância, e nesse caso, ignorância espiritual que é um pecado. Repito: se Constantino realmente era salvo pelo sangue de Cristo , isto não quer dizer que ele não foi utilizado por Satanás.
Mas há evidências de que sempre existiram verdadeiros cristãos que não comemoravam o Natal. Talvez poucas, pois, a História (dos homens) jamais se preocuparia em registrar evidências que não sejam para agradar o mundo. Porém, sempre escapa algumas dessas provas: "a comemoração do Natal a 25 de dezembro não foi passivamente aceita por todas as igrejas cristãs, em virtude de sua identificação com a festa pagã do solstício. A controvérsia levou o clero armênio a considerar os sacerdotes romanos como idólatras".(24)
"Não se sabe a data precisa do nascimento de Jesus. Os primeiros cristãos não celebravam Seu nascimento porque consideravam a comemoração de aniversário um costume pagão". (25)

A ÁRVORE DE NATAL
Como os cultos pagãos estão ligados às estações do ano, conseqüentemente deram origem ao culto solar.
Porém, as estações do ano estão ligadas também ao ciclo do florescimento da vegetação .
Surgiu, assim, a adoração à plantas, particularmente à árvores. E para dar sentido à esta adoração, os pagãos associaram os seus deuses às respectivas árvores.
No Egito, por exemplo, o deus Osíris "personificava o crescimento da vegetação e das forças criadoras do Nilo" (26), sendo representado, pelo cedro. Outros deuses de outros povos, tinham suas representações vegetais: Átis, o abeto (pinheiro), Júpiter , a azinheira, Apolo, o louro, e mais uma infinidade de outros deuses e suas árvores, que não vale a pena mencionar aqui. (27)
Contudo, a Bíblia registra sobre esta abominável modalidade de culto pagão, quando fala sobre a Ashera.
Esta era uma deusa cananéia, chamada também de "Ashera-do Mar", ou "Senhora do Mar", cujo filho era o tão mencionado Baal. (28)
Símbolo da fertilidade, para quem era praticada a prostituição cultual, pois tinha o seu equivalente: Asterot (ou Astoret) e Astarte - deusa semítica da vegetação (29). Era representada por uma figura feminina nua, segurando os dois seios, numa atitude de lascívia. Era também representada por uma espécie de árvore, provavelmente trabalhada. Esta representação é citada em várias passagens bíblicas : I Reis 16:33; 18:19; II Reis 13:6; 17:16; 18:4; 21:3; etc,.
Havia também para esta deusa, imagens esculpidas (II Reis 21:7), vasos (II Reis 23:4), cortinas (II Reis 23:7), e profetas (I Reis 18:19).
Porém, quando Gideão destruiu o altar de Baal e cortou a Ashera, mostrou que se tratava de uma árvore: "...disse o Senhor a Gideão; Toma um dos bois de teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba o altar de Baal que é de teu pai, e corta a asera que está ao pé dele.
Edifica ao Senhor teu Deus um altar no cume deste lugar forte, na forma devida; toma o segundo boi, e o oferece em holocausto, com a lenha da asera que cortaste". (Juízes 6:25-26)
Ora, lenha não se tira de uma estátua, e sim de árvores.
Outra prova evidente está na seguinte passagem:
"Não plantarás nenhuma árvore como asera , ao pé do altar do Senhor teu Deus, que fizeres". (Deuteronômio 16:21).
Segundo Davis, a Ashera, cujo plural é Asherim, é o nome de algum tronco de árvore da qual eram tirados os ramos, e se tornava símbolo de uma deusa com este nome de Aserá ." (30)
Na Bíblia de tradução de João Ferreira de Almeida, na versão "Revista e Atualizada" é traduzido por "bosque" ; na versão "De Acordo com os Melhores Textos em Hebraico e Grego", como também na esgotada "Tradução Brasileira" mantém-se a palavra original - Ashera.
Porém, uma coisa está bem claro: Esta deusa, representada, às vezes, por uma estatueta, era também representada por uma árvore considerada sagrada, ou o seu tronco, pois ela podia ser plantada. (Deuteronômio 16:21).
Hoje, o enfeitado pinheiro de Natal tomou o lugar da Ashera . Ele é colocado até defronte dos púlpitos, como se o Senhor Jesus tivesse algo a ver com tão abominável símbolo.
No passado, o pinheiro estava ligado aos povos bárbaros, e o culto à árvores sagradas era muito apreciado pelos romanos.Eles tinham, por exemplo, o carvalho sagrado de Diana, localizado num bosque também considerado sagrado - o "Santuário de Nemi". (31)
Os bárbaros, particularmente os germanos e celtas, criam no chamado "espírito da árvore", entidades que habitavam dentro das árvores, principalmente nos carvalhos mais velhos.
Daí se originaram os druídas - sacerdotes oficiantes de uma série de magias e rituais.
Os druídas pertenciam à uma classe recrutada entre as crianças da aristocracia guerreira, e tinham grandes poderes dentro da sociedade celta. A palavra druída - druí (singular), e druad (plural) provavelmente significa: sabedoria grande, profunda sabedoria do carvalho (32). E entre suas atividades se incluiam sacrifícios humanos. (33)
Para os germanos, o carvalho era a árvore do deus Donar, chamado também de Thor, Odin, Wodan. E foi com eles que, o pinheiro de Natal teve o seu impulso inicial, dado provavelmente por missionários católicos.
Conta a lenda que Vilfrido , um desses missionários, quando pregava aos pagãos da Europa, teve problemas com o culto às árvores. Em frente à sua igreja havia um velho carvalho, e os bárbaros criam que ali dentro habitava um espírito. Na tentativa de convencê-los que suas crenças eram infundadas, ele resolveu derrubar a árvore. Coincidentemente, armou-se uma tempestade e no momento em que a árvore caiu, um raio despedaçou o seu tronco, espalhando-o por todos os lados. Havia, porém, um pinheirinho no local da queda que nada sofreu.
Para os bárbaros, ficou óbvio que era a manifestação de Donar, acompanhado de sua comitiva : tempestade e relâmpagos. Portanto, não tinham nada a perder quando Vilfrido declarou que aquela manifestação era do Deus dos cristãos, e que o pinheirinho passara a ser do menino Jesus. (34)
Outra história (se é lenda não sei), conta que Bonifácio (673-754 d.c.), quando encontrou os bárbaros adoradores de árvores, em Geismar, Alemanha - centro religioso desses povos - resolveu derrubar um velho carvalho, e com a madeira edificou uma igreja em homenagem a "são" Pedro. (35)
O culto às árvores sempre sobreviveu, e em 1539 havia ornamentação com árvores nas casas e nas igrejas. Em 1671, havia comemorações na França, com árvores enfeitadas, provavelmente introduzidas por Charlotte Elizabette da Baviera, princesa do Palatinado; e assim chegou até aos nossos dias. (36)
Quanto aos enfeites das árvores de Natal, segundo a Enciclopédia Delta Universal (vol. 10 pag. 5608, da edição de 1980), são diversas as suas procedências. Provavelmente começaram com os escandinavos que decoravam suas árvores com redes de pescas, assim como os poloneses que o faziam com velas e ornamentos de papel brilhante.

O PAPAI NOEL
Dentre todos os símbolos, este é o que aparentemente não tem ligação com o paganismo das civilizações antigas. Provavelmente, o Papai Noel surgiu no século passado, quando Thomas Nast, pintor norte-americano, criou esta figura sorridente de barbas brancas. (37)
Muitas pessoas pensam que o Papai Noel seja o elemento principal que deu origem ao crescente consumismo das festas natalinas - o que não deixa de ser verdade. Porém, se analisarmos melhor veremos que, mais do que o consumismo, ele tem uma importância fundamental para realçar o Natal.
Quando examinamos a origem pagã do Natal, buscamos as fontes no passado, quando os cultos à deuses estranhos eram de grande importância para os pagãos. O pretexto para manter aqueles cultos foi colocar o Senhor Jesus no meio de uma festa que não tem nada a ver com Ele. Atualmente, os rituais foram mantidos, mas os deuses foram esquecidos, e a pessoa do Senhor Jesus se torna dispensável, pois, para o mundo, não tem a menor importância se o Natal corresponde ou não ao nascimento de Jesus.
Somente para os crentes, que querem defender estas festividades pagãs, é que seria interessante manter esta grande mentira.
Para os católicos, seria também interessante manter a festa de Natal, como o nascimento de Cristo, mesmo sabendo que é uma grande mentira.
Restou, portanto, para o mundo em geral, a necessidade de um ídolo que fosse mais conveniente para manter "o espírito do Natal" , visto que nem todo mundo poderia ser tão "religioso".
Este ídolo teria que servir tanto para o católico menos fervoroso, para o crente ecumênico, como também para um ateu. Pois, o importante é a imagem, os ritos mágicos, e o espírito do Natal.
No passado, houve cristãos fiéis que combateram estas festas, como já foi mencionado. Os puritanos, na Inglaterra, proibiram os festejos natalinos em 1644, tendo o mesmo ocorrido na Escócia. Esta proibição conseguiu atingir os territórios puritanos dos EUA, que só comemoraram o Natal cerca de 200 anos depois, em 1836. (38) Tinha-se de manter, portanto, um meio de garantir a festa de Natal.
Era necessário criar uma imagem que fosse bem aceita pelo público - uma imagem agradável - definitivamente associada à festa de Natal. E o Papai Noel foi criado especialmente para cativar as crianças - criando desse modo um laço de afetividade que dificilmente seria destruído, mesmo quando esta criança, se tornando adulta, soubesse que o Natal é uma grande mentira.
E quem hoje, entre os cristãos, aceitaria combater esta festa que, na verdade, é uma abominação? Existe uma grande pressão, que infelizmente influencia o próprio meio evangélico.
O Papai Noel, porém, não tinha somente esta finalidade. Não há mais Mitra, nem Apolo ou Baal no panteão de algum povo. Na festa de Natal sobraram apenas os símbolos: a guirlanda, a árvore, os presentes, as velas, os enfeites, as estrelas - objetos inanimados, de origem pagã, mas nenhuma figura viva.
Se realmente o Senhor Jesus tivesse nascido no dia 25 de dezembro, sem dúvida seria o representante ideal, e não precisaria de uma outra figura.
Porém, é o Papai Noel que está em destaque, e não o Senhor Jesus; é o Papai Noel quem move a festa, a quem se atribui a distribuição dos presentes - uma grande mentira - pois, até as crianças sabem de onde vem o dinheiro do presente. Mas, ele é tido como benfeitor e amigo de todos (como Mitra), simplesmente porque o Papai Noel é a reencarnação de Baal, Apolo, Osíris e Mitra.
A sua criação baseia-se nas lendas sobre Nicolau, um suposto santo do séc. III a IV da era cristã, da cidade de Mira, na Ásia Menor.
Conta-se que Nicolau, herdeiro de grande riqueza, a distribuiu entre os pobres e as crianças "que não tinham com que se alegrar durante o Natal". (39)
Como ele se tornou o "santo protetor" de diversas causas no meio popular, "para cada caso foram criados episódios de sua vida para justificar a devoção" é "considerado protetor das crianças, dos marinheiros ... das noivas, dos comerciantes, dos escravos, dos sentenciados, dos homens ricos, dos ladrões". (40). Podemos dizer que é um "santo" para "quebrar qualquer galho", razão pela qual foi escolhido para dar origem à figura de Papai Noel.

O ANO NOVO
O festival do Ano Novo está ligado ao deus pagão Janus, de onde veio o mês de Janeiro - Januárius.
Janus é o deus romano que protege os átrios e os lares. É representado por uma cabeça com dois rostos: um olhando para o passado e outro para o futuro, dando a entender (segundo a crença) que tem total conhecimento tanto do passado como do futuro. Em 1º de Janeiro, em sua honra, os romanos trocavam presentes entre si. (41)

A GUIRLANDA
Dentre os costumes pagãos, havia o de presentear as pessoas com ramos verdes, nas festas do Ano Novo, em Janeiro. Cria-se que carregando os ramos para dentro de casa, estariam trazendo as bênçãos da natureza, pois, "para os pagãos, a natureza é portadora de espíritos e divindades". (42). Talvez venha daí o surgimento da guirlanda dos dias de hoje. 

O Natal, na verdade, é um sincretismo religioso feito nos séculos III e IV d.C., para que pudesse ser passado à posteridade todos os rituais e abominações pagãs.
É uma festa pagã, onde o nome do Senhor Jesus foi usado apenas como pretexto, fazendo-O de palhaço e espetáculo para o mundo.
Se pensamos que toda aquela simbologia era válida apenas para a época em que os pagãos cultuavam seus deuses, estamos enganados. Se assim fosse , não haveria razão de mantê-las nesta festa.
Há uma dupla finalidade na existência do Natal:
Além das mensagens inerentes, há um atrativo que chama todo mundo à participar do seu ritual . Assim como a Saturnália foi para os romanos, o Natal é para o mundo - tornando cada participante um cúmplice de sua magia. Foi uma forma que Satanás achou para oferecer a sua ilusória proposta de paz e harmonia, transformando assim o mundo na "Saturnia Tellus". Por outro lado, suas simbologias, rituais, mensagens ocultas, destinadas aos praticantes dos rituais de ocultismo, bruxaria e feitiçaria são rituais pagãos que sobreviveram até os dias de hoje.
As evidências desta verdade, além do que foi mostrado até agora nesse trabalho, são as crescentes publicações de magia, bruxaria, ocultismo, adivinhação, facilmente encontrados em qualquer banca de jornal ou livraria, onde estão também incluídas as simbologias de Natal.
Uma das grandes provas da ligação do Natal com rituais de magia, é o chamado "espírito do Natal", onde o ambiente é modificado pelos enfeites - símbolos de significados ocultos. Juntamente com as músicas, é criado um clima de mistério, e esta sensação atinge qualquer pessoa de qualquer crença, católicos, espíritas, possivelmente budistas, muçulmanos, e até os ateus, criando uma espécie de confraternização.
O estranho é que atinge incrédulos e crentes, o que evidencia que esta magia existe e tem grande poder de penetração no mundo.
Como o povo de Deus poderia participar desta festa, sabendo de sua ligação com o ocultismo, magia, e feitiçaria?
Está evidente a finalidade do Natal como portador de mensagens - não bíblicas - mas mensagens destinadas aos que perecem.
Nós é que procuramos cristianizar o Natal.
Se o mundo age desta forma, não é de admirar, pois faz o que lhe é próprio. Mas os filhos de Deus que têm a função e a responsabilidade de ser luz do mundo e sal da terra, quando comemoram o natal - sabendo o que ele significa - se fazem pior do que o mundo, pois desvirtuam totalmente a sua função. Jesus disse:
"Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus". (Mateus 5:13-16) .
Devemos nos distinguir deste século mau, pois para isto estamos aqui!
Não somos iguais ao mundo - apesar de estarmos sujeitos às mesmas paixões e pecados - depois de sermos atingidos pela graça de Deus, na pessoa do Senhor Jesus, temos armas espirituais para não andarmos mais como escravos do pecado do mundo e do diabo. E estamos aguardando a redenção total, na Sua volta. Como servos de Deus, é necessário que o nosso testemunho seja completo.
Quando procuramos fazer a vontade de Deus, cumprindo o mandamento de sermos o sal da terra, a luz do mundo, é inevitável termos atitudes diferentes dos incrédulos .
Quando fazemos isto, muitos nos acusam de fanáticos, radicais, extremistas, ou...de não termos amor para com os outros. Não sabendo eles que foi exatamente este o exemplo dado pelo próprio Senhor e pelos Seus discípulos, como Estêvão e Paulo (Marcos 11:15-18; João 2:13-16; Atos 7:2-51; 17:32-33).
Seremos os juízes que julgarão o mundo e até os anjos (ICoríntios 6:2,3); não podemos, portanto, nos conformar com este mundo (Romanos 12:2) (IICoríntios 7:1), "visto que a amizade do mundo é inimizade contra Deus "(Tiago 4:4).
Jesus, antes de ser entregue para ser crucificado, orou: "Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Malígno". (João 17:15)
Quando, para não sermos antipáticos, participamos e nos harmonizamos com o mundo, estamos sendo cúmplices do mal, sendo pedras de tropeço para a ação de Deus a favor do próprio mundo! O mundo precisa ver gente transformada ao caráter de Jesus. Só Deus - quando Lhe somos fiéis, tomando a posição de agradá-Lo - fará esta mistura : não sair do mundo, mas ser guardado do malígno.
A Bíblia nos exorta:
"...não sejais participantes com eles; pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (pois o fruto da luz está em toda a bondade, e justiça e verdade), provando o que é agradável ao Senhor; e não vos associeis ás obras infrutuosas das trevas, antes, porém, condenai-as; " (Efésios 5:7-11) .
A mensagem está bem clara: Não devemos nos associar às obras infrutuosas das trevas, e sim condená-las.
Não se esconda atrás de desculpas com estas:
"O nosso Natal é diferente"- Isto é mentira, pois, além de comemorarmos na mesma data, também adotamos os mesmos costumes dos incrédulos.
"Estamos comemorando o nascimento de Jesus"- Outra mentira, pois o Senhor Jesus não nasceu nesse dia, e, o fato de não ser mencionado na Bíblia a data do Seu nascimento, é justamente para evitar a Sua comemoração. Na verdade, quando comemoramos o Natal, estamos comemorando a Mitra, Baal, e outros deuses, que se encarnaram no Papai Noel.
"Santificamos o Natal" - Santificaria o cristão uma mentira, uma farsa?
"O que vale é a intenção"- Com a intenção ninguém foi salvo. Com a intenção podemos cometer os mais abomináveis crimes.
"Jesus é o sol da justiça" - Uma das possíveis alegações, é que Deus permitiu que os povos pagãos adorassem os deuses como o deus Sol, porque quando o Senhor Jesus vier, Ele será adorado também como o "sol da justiça".
Não é possível que haja alguém, realmente cristão, com tão absurda desculpa. Prefiro acreditar que Satanás sabendo que Jesus é a luz do mundo, criou falsos deuses como luz e sol, para enganar a muitos, sendo que ele mesmo se faz passar por anjo de luz. (II Cor.11:14)
O que faz com que o cristão participe dessa festa, na verdade, é a pressão, a provação que ele passa.
Como foi mencionado antes, o "espírito do Natal" realmente existe, e é uma espécie de magia criada para envolver, enlaçar, prender as pessoas à esta festa.
O cristão, diante dos familiares, dos irmãos da igreja, no serviço e na sociedade em geral, onde é comemorado o Natal, sofre realmente uma pressão. Mas é justamente aí que ele deve dar o verdadeiro testemunho. Quanto mais ele se negar a participar dessas festas pagãs e abomináveis, mais vai se distinguir do mundo, sendo luz e sal da terra, brilhando mais diante das trevas, e exalando o bom perfume de Cristo. 
 

RESUMO
 

PORQUE COMEMORAMOS O NATAL
Por falta de crescimento espiritual; por causa do velho homem, o homem adâmico que existe em nós, e que ainda predomina; por causa da tradição cega, a que ainda nos prendemos. Enfim, enquanto cada um de nós ainda persiste em continuar como crente carnal, prevalece o mundanismo que nos prende ao engano.
 

PORQUE NÃO DEVEMOS COMEMORAR O NATAL
Sua origem e simbologias são pagãs e anti bíblicas.
Houve toda uma trama nos séculos III e IV d.C. para envolver os cristãos nesta festa, tornando-os cúmplices. Mas sempre existiram aqueles que não participaram.
É uma festa especialmente do mundo, onde suas concupiscência são satisfeitas.
É uma festa hipócrita, porque, para justificá-la, foi usada a pessoa do Senhor Jesus em vão.
É uma festa mentirosa, porque, o Senhor Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro - Este dia é a data de comemoração dos deuses pagãos: Osíris, Mitra, Baal, Apolo, etc.
É uma festa de caráter oculto, mágico onde se encontra o chamado "espírito do Natal" .
Portanto, se comemorarmos o Natal, estamos na verdade nos associando às obras infrutuosas das trevas (Efésios 5:11) , tornando-nos cúmplices da hipocrisia.
Se justificarmos esta festa, estaremos aceitando a mentira de Satanás - "santificando" uma mentira - e negando a nossa posição de cristãos. Estaremos em fraqueza de fé, negando a autoridade que Cristo Jesus nos entregou, que é o fruto dessa fé.
"Estaremos nos prendendo a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo?" (II Coríntios 6:14-15) .


Bibliografia

(1) DOMATO, Hernâni - História do Calendário, pag. 26 (ed. 1976)
(2) HADAS, Moses et alii - Roma Imperial, pag. 132
(3) IDEM, Ibidem
CINLOT, Juan Eduardo - Dicionário de símbolos, pag, 511-512, "Saturnais" (ed. 1984)
(4) NERY, Isre 1 - 0 natal e seus símbolos, pag. 31-32, (ed. 1978)
(5) SHERRARD, Philip et alii - Bizâncio, pag.16
(6) ABRIL, Cultural - As grandes religiões, vol. 1, pag. 124 (ed. 1973)
(7) HARDEN, Donald - Os fenícios, pag. 80-81 (ed. 1968) ABRIL, Cultural - Op. cit.
(8) IDEM, Ibidem
(9) IDEM, Ibidem
(10) BOWLE, John et alii - Pequena enciclopédia da história do mundo, vol. 1, pag. 200-201 (ed.1964)
(11) ABRIL, Cultural - Op. cit., vol. 1, pag. 124-126
(12) "Mitra o deus invicto: Mitologia e Iconografia" - Mostruário existente no Museu de Arqueologia da USP.
(13) HADAS - Op. cit., pag. 135-136
(14) ABRIL, Cultural - Op. cit.
(15) DONATO - Op. cit., pag. 38.
(16) "Mitra o deus invicto..."
(17) "Os mistérios científicos do Natal" in Folha de São Paulo - 25/12/80, pag.2
NERY, Op. cit., pag. 31-32
(18) ABRIL, Cultural - Op. cit.
(19) DAVIS, John D. - A cruz era um símbolo sagrado entre os caldeus, fenícios e os egípcios, além de outras nações orientais. Ver: "Cruz" in "Dicionário da Bíblia"
(20) BOWLE - Op. cit., pag. 23316
(21) SHERRARD - Op. cit., pag.16
(22) IDEM, Ibidem
(23) IDEM, Ibidem
(24) LAROUSSE Grande Enciclopédia, vol.8, pag. 4736-4737, "Natal"(ed. 1970)
(25) DELTA UNIVERSAL Enciclopédia, vol. 10 pag. 5608, "Natal" ((ed. 1980)
(26) BURNS, Edward McNall -História da civilização ocidental, vol. 1 pag. 52-53
(27) CIRLOT - Op. cit., pag. 98-103, "A árvore".
(28) HARDEN - Op. cit., pag. 80-81
(29) McKENZIE, John L. - Dicionário Bíblico, pag. 82, "Aserá" (ed. 1983)
(30) DAVIS, John D. - "Dicionário da Bíblia" pag. 57, "Aserim, Aserá, plural Aserim..." (ed. 1960)
(31) FRAZER, Sir James George - O ramo de ouro - Versão ilustrada. Círculo do livro, 1978. (Trata ao longo do livro, sobre as árvores sagradas, como também sobre o santuário de Nemi).
(32) POWELL T. G. E - Os celtas pag. 163 (ed. 1965)
(33) IDEM, Ibidem, pag 156-157
(34) NERY, Op. cit., pag. 40
(35) IDEM, Ibidem
(36) IDEM, Ibidem
(37) "Atualidades Nestlé" Conheça os porquês das tradições de Natal - Jan./Mar. 1981 pag.30-31
(38) LAROUSSE Grande Enciclopédia - Op. cit.
(39) "Atualidades Nestlé" Conheça os porquês das tradições de Natal
(40) NERY, Op. cit., pag. 43-46
(41) DONATO - Op. cit., pag. 33
(42) NERY, Op. cit., pag. 7

 

A História do paganismo, da idolatria e do natal

NATAL: A HISTORIA QUE NÃO FOI CONTADA!
Pr. Ricardo Guimarães

 

Fonte: site da Videira: www.videirario.com.br

Dizem os historiadores, que “quem não conhece a história corre o risco de cometer os mesmos erros do passado”. Por isso, é que devemos nos reportar ao passado, para conhecermos a verdade acerca de um tema tão importante como é o NATAL.

Quando o vidente João, na ilha de Pátimos, teve essa revelação, possivelmente ele não imaginava que a igreja chegaria ao ponto de contaminação que chegou. Hoje nós vivemos um cristianismo mesclado com a falsa religiosidade babilônica. E a comemoração do Natal é uma prova nítida dessa influência pagã no seio da igreja.
Eu oro para que você receba esse estudo com a mente e o coração abertos, pedindo ao Espírito Santo que o ajude a andar de conformidade com as Sagradas Escrituras.Eu tenho plena certeza de que, quando a verdade entrar no seu coração, você receberá a testificação dos céus e desfrutará de paz e alegria no seu espírito.

Parte 1
COMO TUDO COMEÇOU...

Em Gênesis 11.2 está escrito que logo após o dilúvio, quando os homens começaram a se espalhar novamente, acharam um vale na terra de Sinar, onde habitaram. Foi justamente nesta terra de Sinar, que uma cidade foi edificada e recebeu o nome de Babilônia, onde depois ficou conhecida também como Mesopotâmia.

NIMROD(ou Ninrode) - TAMUZ E SEMÍRAMIS: A Origem da Idolatria
O local onde foi edificada a cidade da Babilônia era uma terra muito produtiva, mas havia um sério problema, entre outros, que ameaçava os seus moradores. Constantemente, animais selvagens atacavam os habitantes, espalhando medo e insegurança na cidade. De forma, que o maior anseio do povo, era obter segurança e proteção. Mas quem poderia oferecer?
Em Gênesis 10.8,9. a Bíblia diz que Ninrode se tornou poderoso sobre a terra, e era um poderoso caçador diante do Senhor. E foi justamente ele quem se propôs a suprir a necessidade de proteção daquele povo, ganhando cada vez mais respeito e devoção de todos.

 


Muito inteligente e corajoso. Ninrode foi se tornando cada vez mais famoso no meio daquela civilização. E com tanto prestígio que tinha, montou um novo sistema de proteção: ao invés de lutar contra os animais selvagens, organizou as pessoas em cidades e circundou as cidades com muros de proteção. E quanto mais atuava entre o povo mais respeito ganhava, até que resolveu transformar as cidades organizadas em um reino. E foi o que fez. Ninrode organizou o primeiro reino mencionado na Bíblia, que se chamava Babel conforme podemos constatar em Gênesis 10.10: “O principio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinear”.

Ninrode era neto de Cão, filho de Noé, e foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo - Sistema de Competição Organizado - de impérios e governos pelo homem, baseado no sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode não apenas construiu a Torre de Babel, a Babilônia primitiva, como a antiga Nínive e muitas outras cidades.
Conforme escreveu Ralph Woodrow, em sua obra Babilônia a Religião dos Mistérios, «sejam quais forem os melhoramentos que tenham sido feitos por Ninrode, devem ter sido bons e corretos, mas Ninrode foi um governante iníquo. O nome Nimrod vem de marad e significa “ele se rebelou”, A expressão de que ele foi um poderoso “diante” do Senhor pode trazer um significado hostil da palavra “diante”, sendo algumas vezes utilizada como significando “contra” o Senhor. A Jewish Encyclopedia diz que Ninrode foi “aquele que fez todo o povo rebelar-se contra Deus”.

Ninrode era tão perverso que se diz que ele casou-se com a própria mãe Semíramis.

 

O notável historiador Josefo escreveu: “Agora, foi Ninrode que excitou a tal afronta e contenda contra Deus... Ele também gradualmente mudou o governo, levando-o à tirania, não vendo qualquer outra maneira de desviar homens do temor de Deus... as multidões estavam muito prontas a seguir as determinações de Ninrode... eles construíram uma torre, não medindo sofrimentos, nem sendo em nenhum grau negligentes a respeito da obra: e, por causa da multidão de mãos empregadas nela, ela cresceu, ficando muito alta... O lugar onde eles edificaram a torre é agora chamado Babilônia”.

Alexandre Hislop, autor de “As Duas Babilônias” baseado em pesquisas e diversas informações históricas, descreve com detalhes como a religião babilônica se desenvolveu em torno das tradições concernentes a NIMROD, sua esposa SEMIRAMIS, e seu filho, TAMUZ.

 

“Quando Ninrode morreu, de acordo com as antigas narrativas, seu corpo foi cortado em pedaços, queimado e enviado a várias áreas. Após a sua morte, que foi grandemente pranteada pelo povo babilônico, sua esposa Semíramis reivindicou que ele agora era o deus-sol. Mais tarde, quando deu à luz a seu filho Tamuz reivindicou que este filho Tamuz era seu herói Ninrode renascido. A mãe de Tamuz havia provavelmente escutado a profecia do messias que viria a ser nascido de uma mulher, pois esta verdade era conhecida desde os tempos de Adão. Ela reivindicou que seu filho fora concebido de maneira sobrenatural, e que era a semente prometida, ou “salvador”. Na religião que se originou daí, contudo, não somente o filho foi adorado, mas a mãe também passou a ser adorada”.

Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis converteu-se na “Rainha do Céu” dos Babilônicos, e Ninrode sob vários nomes, converteu-se no “Divino Filho do Céu”. Por gerações neste culto idólatra, Ninrode passou a ser o falso Messias, filho de Baal: o deus-Sol. Nesse falso sistema babilônico, “a mãe e a criança” ou mais tarde, a “Virgem e o menino”(isto é, Semíramis e Ninrode redivivo), transformaram-se em objetos principais de adoração. Esta veneração da “virgem e o menino” espalhou-se pelo mundo afora, mudando de nome em cada país e língua. No Egito chamava-se Isis e Osiris, na Ásia Cibele e Deois, na Roma pagã Fortuna e Júpiter, até mesmo na Grécia, China, Japão e Tibete encontra-se o equivalente da Madona (minha dona ou_minha_senhora), muito antes do nascimento de Jesus Cristo!

Este sistema de idolatria espalhou-se da Babilônia para as nações, pois foi desta localização que os homens foram espalhados por sobre a face da terra, conforme a descrição de Gênesis 11.9: “chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela”.

 


Só que para onde iam os moradores da Babilônia, levavam consigo as práticas do culto pagão de adoração a Semíramis e a Tamuz.

Citado por Rralph Woodrow, Layard em sua obra Nínive e seus Remanescentes declara que temos o testemunho conjunto da história sacra e profana que a idolatria originou-se na área da Babilônia — o mais antigo dos sistemas religiosos.

Quando Roma tornou-se império mundial, é fato conhecido que ela assimilou dentro do seu sistema os deuses e religiões dos vários paises pagãos que dominava. Desde que a Babilônia era a fonte de paganismo desses paises, podemos ver como a religião primitiva da Roma Pagã não era outra senão o culto babilônico que havia se desenvolvido e tomado várias formas e nomes diferentes nos países para os quais foram.
Yeshua HaMashiac, o verdadeiro filho de Deus, veio ao mundo fisicamente, no período em que Roma dominava o mundo. Ele nasceu, viveu, morreu e ressuscitou, instaurando uma nova era, a era da graça de Deus, e deixando-nos seus ensinos que mais tarde foram escritos por seus discípulos e apóstolos. Mas por causa da conveniência de homens que estavam mais preocupados em agradar aos homens do que a Deus, muitos dos ensinos de Jesus foram contaminados pelo paganismo babilônico.

Mesmo nos tempos do Apóstolo Paulo, já havia tentativas de se fundir o cristianismo com o paganismo, pois o Apóstolo escreve em Tessalonicenses 2.3,7, que já naquele tempo “o mistério da iniqüidade” estava operando.

Infelizmente, foi isso que aconteceu. O cristianismo nasceu em Jerusalém, mas Roma, catalisadora das religiões pagãs, que têm origem na Babilônia como vimos, foi aos poucos mesclando a mensagem pura com práticas religiosas antigas.

O Cristianismo viveu dois momentos distintos. O primeiro foi o período da perseguição, quando imperadores romanos ordenaram que os cristãos fossem presos, lançados às feras, queimados vivos, crucificados e sujeitos a todo tipo de tortura, conforme podemos ver no livro de Atos dos Apóstolos. E sabe qual era o principal motivo dessa perseguição? A determinação dos cristãos em não aceitar os costumes e crenças idólatras adotadas pelos romanos. O segundo momento aconteceu no século IV, quando o então Imperador romano Constantino, professou sua conversão ao cristianismo.. Ele deu ordens para que cessassem todas as perseguições. E “cristianizou” todo o império, a começar por seu exército.

A partir daquele momento, os bispos receberam honrarias. A igreja começou a receber reconhecimento e poderes políticos. Mas por tudo isso, um grande preço teve que ser pago! Muitos compromissos foram feitos com o paganismo. Em lugar da igreja ser separada do sistema que operava, ela se tornou parte do sistema. O imperador mostrando favor, exigiu um lugar de liderança na igreja; pois no paganismo os imperadores eram tidos como deuses. Daí em diante, misturas por atacado foram feitas do paganismo com o cristianismo, especialmente em Roma.

Todo esse pano de fundo, é para nos ajudar a entender como a celebração do natal, em 25 de dezembro entrou em cena com costumes e formas adotadas do paganismo babilônico, onde Roma, foi apenas uma ponte para a propagação.

Parte 2
A Origem do Natal
Jesus Nasceu Mesmo no Dia 25 de Dezembro?

De onde veio a idéia de 25 de dezembro como a data do nascimento de Jesus Cristo? Será que essa data era observada pelos cristãos primitivos? Vejamos o que nos diz Ralph Woodrow:

“Uma análise da palavra “Christimas” (Natal em Inglês), indica que ela é uma mistura. Embora ela inclua o nome de Cristo, também menciona a “Missa”. Quando consideramos todas as elaboradas cerimônias, orações pelos mortos, rituais de transubstanciação, e complicados rituais da Missa Católica Romana, pode alguém realmente ligar isto com o Jesus histórico dos Evangelhos? Como Paulo, tememos que alguns tenham sido corrompidos “da simplicidade que está em Cristo” (II Co. 11.3) por causa da influência pagã sobre tais coisas como a Missa. Olhando desta maneira, a palavra, “Christimas”(Missa de Natal) se contradiz a si mesma.

Quanto à verdadeira data do nascimento de Cristo, é de se duvidar de 25 de dezembro. Quando Jesus nasceu, “havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite seu rebanho” (Lc.2.8). Os pastores na Palestina não ficavam nos campos durante a metade do inverno! Adam Clarke tem escrito, “Como esses pastores ainda não haviam trazido seus rebanhos para casa, é um argumento presumível que outubro ainda não havia começado, e que, conseqüentemente, nosso Senhor não nasceu em 25 de dezembro, quando não havia qualquer rebanho nos campos... Neste mesmo sentido a natividade em dezembro deveria ser descartada.”

Os pastores recolhiam os rebanhos das montanhas e dos campos e colocavam-nos no curral no mais tardar até o dia 15 de outubro, para protegê-los do frio e da estação chuvosa que se seguia.


Veja que a própria Bíblia fornece provas, em Cantares de Salomão 2:11 e em Esdras 10:9-13, de que o inverno era uma estação chuvosa, não permitindo aos pastores permanecerem ao ar livre nos campos durante a noite.

“Durante a época da Páscoa (começo da primavera) era costume antigo dos judeus daqueles dias levarem as ovelhas aos campos e desertos, e recolhê-las ao começo das primeiras chuvas”, afirma Adam Clarke no seu Commentary, (vol. 5, pág. 370, edição de New York).

A seguir esta mesma autoridade declara: “Os pastores cuidavam dos seus rebanhos dia e noite durante todo o tempo que permaneciam fora...” as primeiras chuvas começavam no princípio do mês de “Marchesvan”, que corresponde a parte dos meses de outubro e novembro do nosso calendário (começa às vezes em outubro). Descobrimos, que as ovelhas estavam nos campos ao ar livre durante todo o verão. Assim, para que haja coerência com o texto bíblico, temos que aceitar que em 25 de dezembro jamais poderia ser a data do nascimento físico do nosso Salvador.

Qualquer enciclopédia ou outra autoridade, poderá lhe dizer que Cristo não nasceu no dia 25 de dezembro. A enciclopédia Católica francamente testifica este fato.
Enquanto a Bíblia não fala expressamente da data do nascimento de Jesus, existem outras indicações de que foi provavelmente no Outono que isto aconteceu.

Analisemos os seguintes fatos: Sabemos que Jesus foi crucificado na Primavera, no tempo da Páscoa (João 18.39). Figurando seu ministério como tendo durado três anos e meio, isto coloca o inicio do seu ministério no Outono. Naquele tempo, ele estava com quase 30 anos de idade (Lc.3.23), a idade reconhecida para um homem tomar-se um ministro oficial de acordo com o Velho Testamento, conforme Números 4.23. Se ele completasse trinta anos no Outono, então, seu dia natalício era no Outono, trinta anos antes.

Há ainda outras indicações que sustentam o nascimento do Messias no outono. Ao tempo do nascimento, José e Maria tinham ido a Belém para serem recenseados (Lc.2.1-5).

Não existem registros para indicar que a metade do inverno era o tempo de recenseamento. Um tempo mais lógico do ano teria sido no Outono, no fim da colheita. Se fosse este o caso, teria sido o período para a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém o que poderia explicar porque Maria foi com José (Lc.2.4 1). Isto também explicaria porque até mesmo em Belém “Não havia lugar na hospedaria” (Lc.2.7). De acordo com o historiador Josefo, Jerusalém era normalmente uma cidade de 120.000 habitantes, mas durante as festas, algumas vezes chegava a ter 2.000.000 de judeus reunidos. Tais vastas multidões não somente enchiam Jerusalém, mas as cidades circunvizinhas também, incluindo Belém, que ficava somente a cinco milhas do Sul. Se a viagem de Maria e José fosse na realidade para estar na festa, como também para serem recenseados, isto colocaria o nascimento de Jesus no Outono do ano.

Não é essencial que saibamos a data exata na qual Cristo nasceu — sendo uma coisa principal, é claro que ele nasceu! Os cristãos primitivos comemoravam a morte de Cristo (1 Co. 11.26), não seu nascimento. A Enciclopédia Católica diz:

“O Natal não estava entre os mais primitivos festivais da igreja. Irineu e Tertuliano omitiram isto de suas listas de festas”.


Mais tarde, quando as igrejas em vários lugares começaram a celebrar o nascimento de Cristo, havia muita diferença de opinião quanto à data correta. Somente, na última parte do quarto século, é que a igreja Romana começou a observar o 25 de dezembro. Ainda assim, em torno do quinto século, estava sendo ordenado que o nascimento de Cristo fosse para sempre observado nesta data, muito embora este fosse o dia da antiga festa pagã romana do nascimento do Sol, um dos nomes do deus adorado.

 

Diz Frazer, “O maior culto pagão religioso que colocava a celebração em 25 de dezembro como um feriado tanto no mundo romano como grego, era a adoração do sol, que era pagã - o Mitraísmo.... Este Festival de Inverno era chamado “a Natividade”.

A “Natividade do SOL”. Será que este festival pagão foi responsável pelo dia 25 de dezembro ter sido escolhido pela igreja Romana? Deixemos a Enciclopédia Católica responder:

“A bem conhecida festa solar do Natalis Invicti”- a Natividade do Sol Inconquistado - celebrada no dia 25 de dezembro, tem uma forte indicação sobre a responsabilidade em relação à nossa data de dezembro”!

Como os costumes pagãos solares estavam sendo “cristianizados” em Roma, compreende-se que confusão resultaria. Alguns pensaram que Jesus era o Sol, o deus solar! Tertuliano, segundo a enciclopédia Católica, teve que assegurar que o Sol não era o Deus dos cristãos; Agostinho denunciou a identificação herética de Cristo com o Sol. O papa Leão I amargamente reprovou os ressurgimentos solares — cristãos, nas próprias escadarias da basílica dos apóstolos, virando-se para adorar o sol nascente.

"E levou-me para o átrio interior da casa do SENHOR, e eis que estavam à entrada do templo do SENHOR, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do SENHOR, e com os rostos para o oriente; e eles, virados para o oriente adoravam o sol. Então me disse: Vês isto, filho do homem? Há porventura coisa mais leviana para a casa de Judá, do que tais abominações, que fazem aqui? Havendo enchido a terra de violência, tornam a irritar-me; e ei-los a chegar o ramo ao seu nariz" Ez8,16-17

O festival de inverno era muito popular nos tempos antigos. Na Roma e Grécia pagãs, nos dias dos bárbaros teutônicos, nos remotos tempos da antiga civilização egípcia, na infância da raça, a Leste, Oeste, Norte e Sul, o período do solstício de inverno era sempre um período de júbilo e de festas. Desde que esta estação era tão popular, ela foi adotada como o tempo do nascimento de Cristo pela igreja romana.

A Enciclopédia Britânica sustenta o argumento da influência pagã sobre o cristianismo: “A partir do ano 354, alguns latinos, possivelmente, transferiram o dia de nascimento de Cristo, de 6 de janeiro para 25 de dezembro, quando se realizava uma festa mitraísta... ou nascimento do Sol invicto... Os sírios e os armênios, que se prenderam a data de 06 de janeiro, acusavam os romanos de idólatras e adoradores do Sol, alegando... que a festa de 25 de dezembro tinha sido inventada pelos discípulos de Corinto”.

Vejamos o que diz a Enciclopédia Católica, edição inglesa, sob o título “Natal”.

“O Natal não era considerado entre as primeiras festas da Igreja... Os primeiros indícios da festa provém do Egito. Os costumes pagãos ocorridos durante o início de Janeiro lentamente modificaram-se na festa do Natal”.

A Enciclopédia Britânica edição de 1946, afirma: “O Natal não era contado nas primeiras festas da Igreja...” “Não foi Instituída por Cristo, nem pelos apóstolos, nem por autoridades bíblicas. Foi adquirida mais tarde do paganismo.

Observe agora o que diz a Enciclopédia Americana, edição 1944: “O Natal...não foi, de acordo com muitas autoridades no assunto, celebrado nos primeiros séculos da Igreja Cristã, porque o costume cristão, em geral era celebrar a morte de pessoas importantes em vez do nascimento. A “comunhão’, instituída por autoridade bíblica no Novo Testamento, é o memorial desse acontecimento (Isto é, o nascimento de Cristo). No século V, a Igreja Ocidental deu ordem, para que fosse celebrada para sempre no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do Sol, porque não se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo.”

Agora veja! Estas reconhecidas autoridades históricas mostram que o Natal não foi observado pelos primeiros cristãos, durante os primeiros duzentos ou trezentos anos desta era - um período maior do que a história inteira do Brasil como uma República independente! Essa celebração foi absorvida na Igreja Ocidental, ou Romana, durante o século IV da era cristã e mais ainda a partir do século V quando a Igreja Romana ordenou que se comemorasse oficialmente como uma festividade cristã!

A New Schaff-herzog Enciclopédia of Religious Knowledge (Enciclopédia de conhecimentos religiosos) explica-o claramente no seu artigo sobre o “Natal”: “Não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade dependia da brumária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o Novo Sol”... As festividades pagãs, Saturnália( Festival de Inverno, no qual os romanos durante sete dias em culto de adoração ao deus Sol, se despedia do inverno) e Brumária (comemoração da chegada do primeiro verão) estavam profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã... A festividade paga acompanhada de bebedices e orgias, agradavam tanto que os cristãos viram com agrado uma desculpa para continuar a celebrá-la em grandes alterações no espírito e na forma. Pregadores cristãos do Ocidente e do Oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã a festividade pagã.

Este mesmo artigo da enciclopédia Shaff-Herzog de conhecimentos religiosos, explica como a aprovação dada por Constantino do domingo, dia em que os pagãos adoravam o Sol, e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico, proporcionou a esses pagãos do século IV, agora “convertidos” em massa ao “cristianismo” o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) de dia do nascimento do filho de Deus.

 

No Egito sempre se acreditava que o filho de Isis (nome egípcio da “Rainha do Céu”) nascera em 25 de dezembro. O mundo pagão celebrava essa famosa data de nascimento, na maior parte do mundo conhecido de então, muitos séculos antes do nascimento de Cristo. O próprio Jesus, os apóstolos e a igreja nunca celebraram o nascimento de Cristo em nenhuma época. Na Bíblia não há mandamento ou instrução alguma para celebrar, todavia somos ordenados a lembrar sim de sua morte e ressurreição que nos proporcionou a vida (I Co. 11:24-26; Jo. 13:14-17).

Portanto os antigos “Mistérios Caldeus” idólatras iniciados pela esposa de Ninrode, têm sido transmitidos de geração em geração pelas religiões pagãs e continua sob novos nomes de aparência Cristã.

A festa do Natal foi instituída oficialmente pelo bispo romano Libério no ano 354. Na verdade, a data de 25 de dezembro, diz a Enciclopédia Britânica do Brasil, não se deve a um estrito aniversário cronológico, mas sim à substituição, como motivos cristãos, das antigas festas pagãs. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como sol de justiça (Ml. 4.2) e luz do mundo (Jo. 8.12), e as primeiras celebrações da festa na colina vaticana — onde os pagãos tributavam homenagem às divindades do Oriente — expressam o sincretismo da festividade, de acordo com as medidas de assimilação religiosa adotadas por Constantino.

A verdadeira origem do Natal encontra-se na antiga Babilônia. Está ligado à apostasia organizada que mantém preso um mundo enganado por todos esses séculos. E hora de sair da idolatria, de tamanho engano e astuta cilada de satanás. O Natal (25 de dezembro) é uma mentira! Os espírito que se manifestam nessa época são os mesmos que se manifestavam durante a saturnália, a saber: é o espírito de orgia, glutonaria, bebedice e consumismo. Todos eles reprovados pela Bíblia e condenados por Jesus.

PARTE 3
Os Símbolos Natalinos e Seus Significados!

Assim como a data de 25 de dezembro teve sua origem na comemoração pagã da Saturnália, Festival de Inverno romano, onde se prestava culto a “Ninrode redivivo», muitos dos símbolos natalinos, que são usados hoje sem nenhuma avaliação crítica, tiveram suas origens no paganismo babilônico. O conhecimento das crenças e significados desses símbolos nos ajudarão a eliminar praticas pagãs que vêm sendo perpetuadas através dos séculos, inclusive com a aprovação da igreja.

1. A Árvore de Natal e a Coroa de Azevinho
O que diz a Bíblia sobre a árvore de Natal?

Semíramis, a esposa-mãe de Ninrode, após a morte prematura de Ninrode. se encarregou de propagar a sobrevivência de Ninrode como um ser espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.

 

Todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de dezembro esta é a verdadeira origem da ‘Árvore de Natal” e da troca de presentes nesta época do ano!

Se a Bíblia nada diz sobre a comemoração do Natal, nem mesmo registra tal observância da parte dos apóstolos ou da verdadeira Igreja primitiva, ela tem algo a dizer sobre a árvore de Natal! Isto será uma surpresa real para muitos, mas aqui está.

Jeremias 10:2-4 “Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações, pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova.”

Deus nos ordena não imitar esse caminho nem seguí-lo! Certas pessoas se enganam ao pensar que não faz mal ter uma árvore de Natal. Com ela nos associamos à festividade gentílica. As idéias referentes as árvores sagradas são muito antigas. Entre os druidas, o carvalho era sagrado, entre os egípcios as palmeiras, em Roma era o Abeto, que era decorado com cerejas negras durante a Saturnália (Walsh Curiosities of popular customs, pág. 242).

O deus escandinavo Odim era crido como um que dava presentes especiais na época de Natal a quem se aproximava do seu Abeto Sagrado. Sabemos que as pessoas, na sua maioria, não adoram árvores, contudo vemos claramente que adquiriram a idéia gentílica por ignorância.

Outros costumes pagãos, além dos costumes tradicionais de Natal que observamos, foram importados do paganismo como: “a coroa de azevinho” às vezes conhecida por “coroa de Natal”, o qual se enfeita a porta de muitos lares “cristãos”, e o madeiro que se queima em lareira durante o Natal, às vezes chamados de “acha de Natal’ são relíquias de eras pré-cristãs (isto é, pagãs), segundo a Enciclopédia Americana.

Frederick J. Haskins no seu livro Answers to Questions (Respostas a indagações), refere-se à coroa e a árvore de Natal. As autoridades no assunto acreditam poder identificar o uso da coroa de azevinho com os “costumes pagãos de decorar as residências, os edifícios e os lugares de culto religioso, na festa em que ocorria durante o tempo em que se comemora o Natal. A árvore «de Natal» vem do Egito, e sua origem data de um período muito antes da era natalina”.

Até mesmo acender lenhas em fogueiras e velas como cerimônia cristã é meramente perpetuação de um costume pagão de estimular o deus-Sol em declínio quando ele atinge o ponto mais baixo ao Sul da abóboda celeste!

2. Quem é Papai Noel?

 

Quem traz os presentes de natal? Para quem vive na Grã-Betanha, será FATHER CHISTMAS (Pai Natal). Ele atravessa o céu em um trenó puxado por renas e desce pelas chaminés das casas para deixar presentes enquanto as crianças dormem. Nos Estados Unidos da América e no Canadá, os presentes são trazidos por SANTA CLAUS (São Nicolau). Como Father Chistmas, ele se veste de vermelho, enfeita seus arminhos e tem barba branca. Na França, ele é conhecido pro PÈRE NOEL (PAI Noel) , e no Brasil é chamado de Papai Noel. Quem traz os presentes na Bélgica e na Holanda chega em um cavalo branco. Em toda parte, as crianças esperam que os presentes sejam colocados nos sapatos ou junto à árvore de Natal.

Alguém dirá: Certamente que o velhinho tão querido, “Papai Noel”, não é uma criação pagã. Porém ele é, e o seu caráter verdadeiro não é tão bondoso e santo quanto muitos pensam!

O nome “Papai Noel” é uma corruptela do nome “São Nicolau” um bispo romano que viveu no século V. Leia na Enciclopédia Britânica, vol. 19 páginas 648-649, 11ª edição inglesa, o seguinte: “São Nicolau, bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 6 de dezembro... A lenda de sua dádiva oferecida às escondidas, de dotes, às três filhas de um cidadão empobrecido...” diz se ter originado o costume de dar presentes às escondidas no dia de São Nicolau (6 de dezembro), o que mais tarde foi transferido para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau (Papai Noel), que sorrateiramente a idéia é fazê-lo substituir Papai do Céu. A generosidade a ele atribuída granjeou-lhe a reputação de milagreiro e distribuidor de presentes.

Durante o ano os pais castigam suas crianças por falarem mentira. Então na época de Natal, contam-lhes esta tamanha mentira do Papai Noel! Será demais pensar então que muitos deles ao crescerem e conhecerem a verdade, comecem a acreditar também que Deus é um mito?

 

Sem dúvida alguma, a figura de papai Noel, é uma tentativa satânica, de substituir a figura de Papai do Céu.


Como filhos de Deus devemos lembrar, que não temos outro pai além do Senhor nosso Deus.

A Bíblia nos ensina a chamar a Deus de Abba, que quer dizer, papai, ou paizinho. E este é definitivamente o nosso verdadeiro Pai (Rm.8.15-17).

Querido leitor, vamos deixar o cristianismo de Roma e voltar para as nossas origens em Jerusalém. E que nunca mais, alimentemos em nossas crianças mentiras, com capa de bondade e verdade, uma vez que já conhecemos a verdadeira história.

O “velhinho” de barba branca é sempre alguém que se disfarça para parecer bonzinho! Satanás também se mostra como “anjo de luz” para enganar! (veja II Co 13:14; Ap. 12:9) Haverá uma conexão?!

E assim, quando examinamos os fatos, ficamos surpreendidos grandemente ao saber que a prática da observância do Natal não é, afinal, uma prática cristã verdadeira, porém um costume pagão - um dos caminhos de babilônia que o mundo continua seguindo!

3. Por que as pessoas dão presente no Natal?"

 

E a troca de presentes, não será bíblica?

O ponto culminante de toda esta observância natalina - a época de fazer compras de Natal - De comprar e trocar presentes com familiares e amigos - muitos exclamarão em triunfo “Bem, pelo menos a Bíblia assim nos diz para proceder! Não deram presentes os reis magos do Oriente quando Cristo nasceu?”

Novamente encontraremos mais surpresas ao conhecermos a pura verdade. Antes porém vamos examinar a origem histórica dos costumes de dar e receber presentes para depois ver o que a Bíblia nos diz a esse respeito.

Da biblioteca sacra vol. 12, páginas 153-155, citamos o seguinte: “A troca de presentes entre amigos é característica tanto do Natal quanto da Saturnália” e deve ter sido adotada do mundo pagão pelos cristãos.

A Enciclopédia Britânica do Brasil, em sua edição Especial de 1999, assim nos diz: “No mundo romano, a Saturnália, comemorada em 17 de dezembro, era um período de alegria e troca de presentes". O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus iraniano Mitra, o Sol da Virtude. No Ano Novo romano, comemorado em 10 de janeiro, havia o hábito de enfeitar as casas com folhagens e dar presentes às crianças pobres. Acrescentaram-se a esses costumes os ritos natalinos germânicos e célticos, quando as tribos teutônicas penetraram na Gália, na Grã-Bretanha e na Europa central. A acha de lenha, o bolo de Natal, as folhagens, o pinheiro, os presentes e as saudações comemoram diferentes aspectos dessa festividade. Os fogos e as luzes são símbolos de ternura e vida longa”.

Ainda podemos encontrar nessa mesma Enciclopédia a seguinte declaração: “mesmo em tempos anteriores ao cristianismo, as pessoas, no Hemisfério Norte, se davam presentes para celebrar o meio inverno. Saturnália era uma festa romana que durava sete dias. Havia banquetes e muita alegria (aqui está a verdadeira origem da ceia de natal, pois nesses dias de culto ao Sol Invictus, algo que caracterizava as comemorações era a comida em excesso). As casas eram decoradas e se davam presentes”

 

O fato é que este costume de trocar presentes com familiares e amigos, que se apegou ao povo durante a época de Natal, não tem nada de cristianismo, ainda que pareça estranho! Isto não comemora o nascimento de Cristo, nem honra o nascimento nem a pessoa dele!


Suponha que sua mãe esteja fazendo aniversário e por isso deseja honrá-la neste dia, você compraria presente para todos, trocaria presentes com um e com outro de seus amigos e familiares, e ignoraria qualquer presente para aquela cujo nascimento deseja honrar? Bastante absurdo quando visto desta forma, não é?

No entanto é precisamente isto que fazem as pessoas por todas as partes do mundo! Honram um dia no qual Cristo não nasceu, gastando todo dinheiro que conseguem juntar para comprar presentes, para trocar com um e com outro de seus amigos e familiares. Por isso, no mês de dezembro, mesmo com o décimo terceiro salário, muitos sonegam os seus dízimos ao Senhor, para dar vazão ao seu instinto consumista. Sem falar, no que acontece em muitas igrejas nos primeiros meses do ano seguinte, de pessoas que até se afastam da igreja temporariamente, para se livrar do compromisso de contribuir, numa maneira desesperada de conseguir equilibrar as contas de dívidas feitas durante o natal. Será que Cristo é glorificado quando as pessoas deixam de dizimar e ofertar para cumprir essa exigência social pagã? Será que Cristo está sendo honrado quando a sua obra é prejudicada, porque deixou de ser prioridade na lista de investimento de muitos cristãos?

Agora considere o que a Bíblia diz a respeito das ofertas que os Reis magos deram quando Cristo nasceu. Está em Mateus 2.1-11: “Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo. O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém; e, reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo. Responderam-lhe eles: Em Belém da Judéia; pois assim está escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel. Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera; e enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino; e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.

Tendo eles, pois, ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto quando no oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem eles a estrela, regozijaram-se com grande alegria. E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra”.

Dádivas oferecidas a Cristo? Note o que eles inquiriram acerca do menino Jesus: “Onde nasceu o rei dos judeus?” Então por que lhe ofereceram dádivas? Por ser dia do seu aniversário? De maneira alguma, pois chegaram muitos dias ou semanas depois da data de seu nascimento: Seria para deixar-nos um exemplo, para trocarmos presentes uns com os outros? Não. Note cuidadosamente! Eles deram as ofertas a Cristo, não para os amigos e parentes deles, ou qualquer outro!

Por que? Permita-me transcrever o que diz Adam Clarke, em seu Adam Clarke Commentary, vol. V pág. 46 , vers. 11 (oferta-lhe dádivas).

“Os povos do Oriente nunca chegam na presença de Reis ou de grandes personagens sem um presente nas mãos.”

O costume é freqüentemente encontrado no Velho Testamento, e está em vigor no Oriente, inclusive em algumas ilhas descobertas recentemente nos mares do Sul.

Eis o motivo! Os reis magos, (que a bíblia não diz que eram três, visto que era costume oriental os sábios andarem em caravanas de cerca de 30 a 45 pessoas) não estavam instituindo um novo sistema cristão de permuta de ofertas com amigos para honrar o nascimento de Cristo! Agiam conforme ao antigo costume Oriental de levar ofertas ao apresentar-se diante de um rei. Eles compareciam perante a presença do Rei dos Judeus em pessoa. Portanto o costume ditava que ofertassem alguma dádiva, da mesma forma que a Rainha de Sabá trouxe ofertas a Salomão, assim como hoje muitos que visitam um Chefe de Estado levam consigo um presente.

O costume de dar e receber presentes de Natal não tem nada a ver com esse incidente registrado nas Escrituras, porém, de fato, é a continuação de um antigo costume pagão. Em vez de honrar a Cristo, tal costume invariavelmente retarda a sua obra, freqüentemente dificultando-a cada ano na época do Natal.

Há um argumento utilizado com freqüência para justificar a observância do Natal. Muitos ainda insistem: “mesmo assim, muito embora o Natal foi um costume pagão honrando o falso deus-Sol, não mais se observa o Natal para honrar o falso deus, mas sim para honrar a Cristo”. Porém, como responde Deus em sua Palavra?

Deuteronômio 12:1-2 - “São estes os estatutos e os preceitos que tereis cuidado em observar na terra que o Senhor Deus de vossos pais vos deu para a possuirdes por todos os dias que viverdes sobre a terra. Certamente destruireis todos os lugares em que as nações que haveis de subjugar serviram aos seus deuses, sobre as altas montanhas, sobre os outeiros, e debaixo de toda árvore frondosa;” Deuteronômio 12:30-32 - “ Guarda-te para que não te enlaces para as seguires, depois que elas forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: De que modo serviam estas nações os seus deuses? Pois do mesmo modo também farei eu. Não farás assim para com o Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele detesta, fizeram elas para com os seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimam no fogo aos seus deuses. Tudo o que eu te ordeno, observarás; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”.

Deus afirma plenamente em seu livro de instruções para nós, que não vai aceitar esse tipo de culto, muito embora feito com a intenção de honrá-lo. Para Ele você está usando o que lhe é abominável, e assim honra não a Ele, mas aos falsos deuses pagãos.

Yeshua disse plenamente: “Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4:24). E o que é a verdade? A Palavra de Deus - AS ESCRITURAS SAGRADAS - Deus não aceitará quando alguém usar de costume ou maneira pagã de culto para tentar honrar, com isso, a Cristo.

Ter uma árvore de Natal em casa é o mesmo que ter uma imagem ou ídolo “santo”. Certamente você deve questionar! “Eu tenho, mas não adoro”. Mas Deus diz “ NÃO TERÁS OUTROS DEUSES ALÉM DE MIM”

Êxodo 20:1-6 - “Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos” .

Em João 17:17 Jesus ora ao Pai para que fôssemos santificados na verdade e reforça, “a tua Palavra é verdade”. A Bíblia diz que Deus não aceitará quando alguém usar de costume ou maneira gentílica de culto para tentar honrar a Cristo.

Novamente Jesus disse: “Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem.” (Mateus 15:9). A OBSERVANCIA DO NATAL E PRECEITO DE HOMENS e isto foi proibido por Deus como já vimos.

Além disso, Jesus disse: “ E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus.” (Mateus 15:6).

É precisamente isto o que, hoje, milhões de pessoas estão fazendo. IGNORAM O MANDAMENTO DE DEUS! Ele ordena com respeito ao uso de costumes pagãos para honrar ou adorar a Deus “Não farás assim com o Eterno teu Deus”. Mesmo assim a maioria não leva a sério este mandamento, antes considera-o sem valor e segue a tradição dos homens em observar o Natal.

Não se enganem! Deus não vai permitir que O desafiem e O desobedeçam. Jesus é a palavra de Deus viva em pessoa, e a Bíblia é a Palavra de Deus em forma de Escrita. E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus.

A Palavra de Deus não pode ser desprezada ou ignorada. Estamos em Babilônia (confusão) e não sabemos, o Natal tornou-se uma festa comercial patrocinada e explorada pela mais forte campanha publicitária do ano. Em muitas lojas encontra-se alguém mascarado de “Papai Noel”. A propaganda nos mantém iludidos e enganados com a “beleza do espírito do Natal”.

Os jornais que publicam esses anúncios, também imprimem editoriais em linguagem colorida, exaltando e elogiando a época pagã e o seu “espírito”.

O público crédulo e simples já se encontra tão inoculado com esta falsidade, que muitos ficam ofendidos quando se lhes diz a verdade. Porém o “espírito do Natal” é revivido cada ano, não para honrar a Cristo, mas para vender mercadorias! Igual a todos os enganos de satanás, o qual aparece como um “anjo de luz” “E não é de admirar, porquanto o próprio satanás se disfarça de anjo de luz” (II Co. 11:14).

O Natal mostra-se sobre um falso aspecto de bondade. Milhões de Reais são gastos nesses desperdícios de mercadoria a cada ano, enquanto a causa de Cristo deve sofrer! Isto faz parte do sistema econômico de Babilônia!

 

Nós alegamos que somos nações cristãs, porém sem o saber, estamos em Babilônia.

 

Parte 4

Conclusão

A Bíblia diz que Deus não leva em consideração o nosso tempo de ignorância: Atos 17:30 "Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam”.

Mas depois que recebemos o conhecimento da verdade, uma grande responsabilidade passa a pesar sobre os nossos ombros. Pois de acordo com o Apóstolo Paulo cada um deve andar na luz em que tem recebido.

Não sou eu quem vai determinar o que você irá fazer, mas você deve conferir os textos bíblicos e permitir que o próprio Espírito Santo o convença acerca da verdade de Deus. Eu tenho certeza que se você estiver preocupado em realmente fazer a vontade de Deus e agradá-lo acima de todas as coisas, Ele não o deixará confuso, pois o Espírito Santo de Deus não é Deus de confusão.

É possível que a essa altura você esteja se perguntando: “Se a minha igreja parar de celebrar o Natal no dia 25 de dezembro, como já tem deixado outras comemorações mundanas o que então vamos celebrar?

O povo de Deus é um povo festivo e com certeza não faltarão motivos para celebrar. Celebre as vitórias alcançadas. Celebre a conquista das vidas, celebre a conquista dos alvos. Aproveite as oportunidades para celebrar o Deus verdadeiro da forma que a Bíblia nos ensina. Use a sua criatividade e Deus usará para impactr a sua geração.

Temos que admitir, o cristianismo foi contaminado com o paganismo babilônico praticado pelos romanos e pelos gregos, e nós não podemos aceitar tudo isso pacificamente.

Meu desafio a você agora é: Ore ao Senhor, busque a testificação para essas verdades e ouça ao apelo do Senhor: “sai da Babilônia, povo meu”
“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)

 

Fonte:

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