80-A PASCOA E SUA ORIGEM PAGÃ

18/06/2013 01:12

A PASCOA PAGÃ

A deusa Ostara (Ishtar, também se usa a ortografia "Eostre"), a quem a Páscoa [pagã, em inglês "Easter"] faz referência — 21 de março é uma das noites de sacrifício humano dos Illuminati.

A Páscoa pagã é uma data móvel que usa a prática comum da astrologia; é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua nova após Ostara. Essa data também não tem absolutamente nada que ver com a Páscoa judaica e nem com a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Em vez disso, esse dia na tradição pagã celebra o retorno de Semíramis em sua forma reencarnada da deusa da primavera. Os pagãos até mesmo têm um equivalente para a sexta-feira santa! É a "Sexta da Páscoa", e tem historicamente sido alocada na terceira lua cheia a partir do início do ano.

Desde a associação da Páscoa pagã com a ressurreição de Jesus, a sexta-feira santa é fixada permanentemente na sexta-feira anterior à Páscoa. A Páscoa pagã [Easter] está imersa nos mistérios babilônios, o mais maligno sistema idólatra já inventado por Satanás!

Em todas as Escrituras proféticas, vemos Deus declarar seu julgamento final sobre a ímpia Babilônia! Todavia, a cada ano, pastores cristãos celebram a Páscoa como se fosse uma festividade cristã. Muitos pregadores batistas independentes estão começando a se referir a esse dia que celebra a ressurreição de Jesus como "Domingo da Ressurreição", de modo a fazer distinção dessa celebração pagã.

A deusa babilônia Ishtar é aquela a quem a Páscoa [Easter] se refere (Pagan Traditions of Holidays, pág. 9); na realidade, ela era Semíramis, mulher de Ninrode e a verdadeira fundadora dos mistérios satânicos babilônios. Depois da morte de Ninrode, Semíramis criou a lenda de que ele era na realidade seu filho divino, que nasceu quando ela ainda era virgem.

Semíramis é considerada co-fundadora com Ninrode de todas as religiões ocultistas. A Páscoa pagã [Easter, em inglês] — o Dia de Ishtar — é celebrada amplamente em várias culturas e religiões do mundo. 1.Babilônia — Ishtar (Easter), também chamada Deusa da Lua 2.Católicos — Virgem Maria (Rainha dos Céus) 3.Chineses — Shingmoo 4.Druidas — Virgo Paritura 5.Egito — Ísis 6.Efésios pagãos — Diana 7.Etruscos — Nutria 8.Alemães (antigos) — Herta 9.Gregos — Afrodite / Ceres 10.Índia — Isi / Indrani 11.Judeus apóstatas antigos — Astarte (Rainha dos Céus) 12.Krishna — Devaki 13.Roma — Vênus / Fortuna 14.Escandinavos — Disa 15.Sumérios — Nana ("America's Occult Holidays", Doc Marquis and Sam Pollard. pág. 13)

Os babilônios celebravam o dia como o retorno de Ishtar (Easter), a deusa da Primavera. Esse dia celebrava o renascimento, ou reencarnação, da Natureza e da deusa da Natureza. De acordo com a lenda babilônia, um grande ovo caiu dos céus no rio Eufrates e a deusa Ishtar (Easter) eclodiu de dentro dele. Mais tarde, surgiu uma versão que incluía um ninho, em que o ovo pôde ser incubado até eclodir. Um cesto de palha ou vime era produzido para colocar o ovo da Páscoa [o ovo de Ishtar].

A Procura do Ovo de Páscoa Escondido foi criada porque, se alguém encontrasse o ovo enquanto a deusa estava "renascendo", ela concederia uma benção especial ao felizardo! Como essa era uma festividade alegre da primavera, os ovos eram pintados com as brilhantes cores da primavera. [Ibidem]. O Coelho da Páscoa "O totem da deusa, a lua-lebre, punha ovos para as crianças comportadas comerem... a lebre da Páscoa era a forma como os celtas imaginavam a superfície da lua cheia..." (Pagan Traditions of Holidays, pág. 10).

Não precisa me dizer que as lebres não botam ovos, porque sei isso muito bem; estamos lidando com uma lenda aqui, e com uma lenda ocultista. Tradicionalmente, essas lendas brincam com os fatos reais. Assim, "Easter" — Eostre ou Ishtar — era uma deusa da fertilidade. Visto que o coelho é uma criatura que procria rapidamente, simbolizava o ato sexual; o ovo simbolizava "nascimento" e "renovação".

Juntos, o coelho da Páscoa e o ovo de Páscoa simbolizam o ato sexual e o que nasceu deles, Semíramis e Tamuz. Assim, é realmente uma questão espiritual muito séria quando as igrejas cristãs incorporam os "Ovos da Ressurreição" como parte da celebração da Páscoa. Na melhor das hipóteses, essas igrejas estão confundindo as mentes de suas preciosas crianças, obscurecendo a linha divisória entre os símbolos pagãos e seus significados e o significado cristão do Dia da Ressurreição.

As crianças que participam dos "Ovos da Ressurreição" na igreja serão condicionadas mais tarde em suas vidas a aceitarem a tradição pagã que revolve em torno dos mesmos símbolos. No pior caso, a igreja que participa na tradição da Páscoa pagã promovendo os "Ovos da Ressurreição" e talvez uma Procura ao Ovo de Páscoa Escondido, é culpada de combinar o cristianismo com o paganismo, um coquetel letal que o Senhor Jesus rejeitará! Lembre-se de nosso verso-chave: "Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei, e eu serei para vós Pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso." [Efésios 6:17-18].

Se sua igreja usa os "Ovos da Ressurreição", você deve considerar desligar-se dela imediatamente; se o pastor titular é liberal o suficiente para permitir os "Ovos da Ressurreição" na celebração do Dia da Ressurreição, então provavelmente também é liberal nas doutrinas e na teologia, mas pode não ser o suficiente para você perceber isso.

Outros Ingredientes Pagãos Oferendas de Páscoa — São derivadas da tradição em que os sacerdotes e sacerdotisas traziam oferendas para os templos pagãos para a deusa da primavera, Ishtar. Eles traziam flores frescas da primavera e doces para colocar no altar do ídolo da deusa que adoravam. Eles também assavam um bolo de passas, decorando-o com cruzes para simbolizar a cruz de Wotan, ou algum outro deus pagão; essas cruzes não eram originalmente a cruz de Jesus Cristo.

Esse é outro caso em que Satanás falsificou uma tradição pagã que poderia mais tarde ser passada como "cristã" em uma igreja seriamente comprometida com a sincretização. De fato, o primeiro caso de Bolo de Frutas Secas pode ser rastreado até cerca de 1500 AC, até Cecrops, o fundador de Atenas (Marquis, pág. 18). Nas celebrações do Velho Testamento no Israel apóstata, vemos mulheres irritando a Deus porque assavam esses bolos para oferecê-los em adoração à Rainha dos Céus [Jeremias 44:17-18 e Oséias 3:1].

A nota de rodapé para esse título "Rainha dos Céus" no Amplified Bible Commentary diz: "Uma deusa da fertilidade, provavelmente o título babilônio para Ishtar. Ela é identificada com o planeta Vênus. As oferendas para essa deusa incluíam bolos feitos na forma de uma estrela". Mais tarde os pagãos usaram não só a forma da estrela Pentalfa como também o bolo de frutas secas.

Outra oferenda popular a Ishtar eram as roupas novas, feitas ou compradas! Os sacerdotes usavam seus melhores trajes, enquanto as virgens vestais usavam vestidos brancos novos. Elas também usavam algo para cobrir as cabeças, como chapéus de palha ou toucas de tecido e muitas se adornavam com grinaldas de flores da primavera.

Elas carregavam cestos de vime cheios de doces e alimentos para oferecerem aos deuses pagãos. Serviços de Páscoa ao nascer do sol — Eram iniciados pelos sacerdotes que serviam à deusa babilônia Ishtar para simbolicamente apressar a reencarnação de Ishtar/Easter. Uma vez mais, vemos como Satanás sabia que a ressurreição de Jesus da sepultura seria descoberta nas primeiras horas do nascer do sol, e que a igreja cristã quereria realizar serviços religiosos cedo de manhã para celebrar.

Satanás e seus demônios sabiam e acreditavam na Palavra de Deus e em suas profecias literalmente, e foi-lhes concedido certo conhecimento prévio. Exatamente como Satanás falsificou o nascimento divino de um menino de uma mãe virgem mais de mil anos antes de Jesus realmente nascer, assim também falsificou o serviço de adoração bem cedo de manhã, ao nascer do sol.

Quaresma — É puramente pagã, e ainda assim foi aceita pela Igreja Católica Romana e pelas igrejas cristãs apóstatas como "cristã". Se a igreja que você freqüenta celebra a Quaresma, você precisa informar ao pastor titular das raízes pagãs dessa tradição; se ele não der ouvidos, considere desligar-se dessa igreja, porque se eles aceitam a Quaresma como cristã, você pode apostar que são liberais em áreas críticas da Bíblia também.

A Quaresma é uma celebração da morte de Tamuz; a lenda diz que ele foi morto por um javali selvagem aos quarenta anos. Portanto, a Quaresma celebra um dia para cada ano de vida de Tamuz (America's Occult Holidays, de Doc Marquis e Sam Pollard). Os participantes deviam expressar seu pesar pela morte precoce de Tamuz pranteando, jejuando e se autoflagelando.

A Quaresma era celebrada por exatamente quarenta dias antes da celebração à deusa Ishtar/Eostre [a Páscoa pagã] e outras deusas pelas seguintes culturas: babilônios, católicos romanos, curdos, mexicanos, Israel antigo e, hoje, também pelas igrejas protestantes liberais e apóstatas.

Podemos ver a ira de Deus sobre essa celebração da Quaresma em Ezequiel 8:14-18; o julgamento de Deus sobre essa comemoração é descrito em Ezequiel 9, um capítulo que sugerimos que você leia atentamente, porque Deus declara que punirá de modo similar qualquer nação que não ouvir e obedecer seus mandamentos [Jeremias 12:17].

Um estudo sobre a origem da Páscoa

 

Estudo produzido pelo prof. Tércio Machado Siqueira, professor de Antigo Testamento da FaTeo

 

O nome e o significado da palavra "páscoa"

 

O nome que a Bíblia Hebraica usa para denominar "páscoa" é pesah. Com a palavra pesah o texto bíblico quer significar duas coisas:

1.    o ritual ou celebração da primeira festa do antigo calendário bíblico (Ex 12.11,27,43,48);

2.    a vítima do sacrifício, isto é, o cordeiro pascal (Ex 12.21; Dt 16.2,5-6).

Na Bíblia, o nome de uma pessoa ou instituição é sempre um dado importante para se conhecer o que eles são e o que representam. O nome não é um simples rótulo, uma etiqueta ou uma fachada publicitária, mas ele exprime a realidade do ser que o carrega e representa. Assim é o nome "páscoa".

O substantivo pesah/páscoa vem da raiz verbal psh que aparece três vezes nos relatos pascais (Ex 12.13,23,27; ler também Is 31.5; 1 Rs 18.21,26). Assim, o verbo pasah passar por cima, saltar por cima é o significado que prevalece nos usos deste termo pelos escritores e escritoras da Bíblia. O Prof. Luiz Roberto Alves assim definiu o termo pesah/ páscoa:

"O verbo que dá base ao substantivo pesah tem o sentido de salto, movimento,

caminhada, travessia. Todas as palavras têm história e essa história corresponde às

ações dos homens e mulheres. Os hebreus juntaram à idéia do pesah vários

acontecimentos ligados à idéia de travessia" (Expositor Cristão, 2a. Quinzena, 1984,p. 12).

 

 

A origem da Páscoa

 

Falar de origem da Páscoa é entrar no campo das suposições, pois não há dados suficientes que ajudam a esclarecer sobre essa celebração no período pré-mosaico. Todavia, os textos do Antigo Testamento fornecem indicações que a Páscoa, em suas origens, foi um ritual ou cerimônia que incluía as seguintes características:

a) O ritual era realizado no seio da família ou clã; não tinha altares, santuários e sacerdotes ou qualquer influência do culto oficial;

b) Era celebrado por pastores nômades ou seminômades;

c) O ato central desse ritual era o sacrifício de um jovem animal do rebanho de cabras ovelhas;

d) A cerimônia ocorria no fim da primavera e início do verão (mês de abril), numa noite de lua cheia;

e) O ritual da celebração pascal incluía as seguintes etapas:

- Retirava-se o sangue do animal,

- Ungia a entrada das cabanas com o sangue do animal,

- Assava a carne do animal,

- Com a carne assada, fazia um grande banquete para a família reunida,

- O banquete oferecido incluía a presença de pães ázimos ou asmos, ervas amargas nascidas no deserto,

- A celebração da Páscoa exigia dos participantes desse ritual as seguintes

posturas:

 

Ter uma atitude de marcha e pressa,

Usar vestimenta para viagem,

Ter as vestes amarradas na cintura,

Atar as sandálias nos pés,

Ter o cajado de pastor na mão.

f) Parece que o objetivo dessa cerimônia era pedir proteção divina, para a família e o seu rebanho de animais menores contra o exterminador (no hebraico, maxehit - Ex 12.13, 23) ou saqueador, bando de destruição (1 Sm 13.17; 14.15; Pr 18.9). O exterminador maxehit pode ser qualquer tipo de agressor, desgraça, enfermidade, peste ou acidente que poderia ocorrer com qualquer membro da família ou os seus animais.

g) Provavelmente, esse ritual foi celebrado por Abraão, Isaac e Jacó, pois eles eram pastores. A cada ano, na primavera, quando o vento quente do deserto, anunciando o verão, atingia e queimava as parcas pastagens das ovelhas, os pastores, suas famílias, bem como os seus rebanhos eram obrigados a buscar outros lugares para dar de comer as suas ovelhas.

A Páscoa celebrada pelos israelitas: da sedentarização até o início da Monarquia (1200 - 1040 a.C.).

Evidentemente que o sistema de vida dos israelitas mudou substancialmente após a chegada a Canaã.

a) O povo israelita deixou de ser semi-nômade e deu início ao processo de sedentarização. Paulatinamente, o povo foi se tornando agricultor, embora parte dele continuou na vida pastoril, especialmente, as clãs que permaneceram vivendo nas localidades periféricas do território da terra de Israel.

b) Ao se fixar nas terras agrícolas, os israelitas aproximaram-se dos cananeus. Foi aí que o povo do êxodo conheceu algumas festas relacionadas ao mundo agrícola. Entre essas instituições estão as festas agrícolas, como Ázimos, Semanas e Colheitas.

c)Foi nesse período de difícil adaptação que se dá a integração da Festa dos Pães Ázimos e a Páscoa. As duas celebrações ocorriam no mesmo período.

d) No período entre a chegada do povo israelita à Canaã e a sedentarização ocorreu uma profunda transformação no significado da Páscoa.

  • O conteúdo e a forma da cerimônia da primitiva da Páscoa já não respondem as condições de vida atuais do povo israelita. Exigiam-se modificações.

  • Apesar da Páscoa manter boa parte de seu antigo ritual, o povo israelita procurou encontrar outros motivos para a celebração.

  • A cerimônia continuou a ser celebrada em família, mas a Páscoa deixou de ser um ritual ligado à troca de favores divinos, para tornar-se uma memória da ação de Deus, salvando o povo hebreu da escravidão.

e) O mais primitivo ritual da Páscoa encontra-se em Êxodo 12.21-28.

Estudo Bíblico: Ex 12.21-28

I. Instrução de Javé para Moisés e Aarão - v. 21-27a.

1. Introdução: Moisés convocou todos os anciãos de Israel e disse-lhes:

2. A instrução para a missão de Moisés e Aarão - v. 21b-27a.

2.1. Instruções para a Páscoa - v. 21b-22

 

 

Tirai,

Tomai um animal do rebanho segundo as vossas famílias e

Imolai a Páscoa.

Tomai alguns ramos de hissopo,

Molhai-o no sangue que estiver na bacia, e

Marcai a travessa da porta e

os seus marcos com o sangue que estiver na bacia;

Nenhum de vós saia da porta de casa até pela manhã

 

 

2 - Razão para celebrar a Páscoa - v. 23

e Javé passará para ferir os egípcios;

e quando Ele vir o sangue sobre a travessa,

e sobre os dois marcos,

Ele passará adiante dessa porta,

e Ele não permitirá que o exterminador entre em vossas casas para vos ferir.

 

3 - Ordem para a celebração da Páscoa - v. 24-25

Observareis esta determinação como um decreto para vós

e para vossos filhos, para sempre.

Quando tiverdes entrado na terra que Javé vós dará, como disse,

Observareis este rito.

 

 

4 - Explicação sobre a festa e o significado no nome ´páscoa` - v. 26-27a.

Quando vossos filhos vos perguntarem: "Que rito é este?"

Respondereis:

"É o sacrifício da Páscoa para Javé

que passou adiante das casas dos filho

Então o povo se ajoelhou

e se prostrou.

Foram-se os filhos de Israel

e fizeram isso, como Javé ordenara a Moisés e a Aarão,

assim fizeram.

 

 

Comentando:

 

A forma literária com a qual este ritual foi elaborado é perfeita.

Primeiro, o texto mostra Moisés convocando os anciãos do povo, a mando de Javé (conforme Ex 12.1), para preparar a festa da Páscoa (v. 21b-22).

Segundo, Moisés instrui, com detalhes, os anciãos para preparar os elementos que comporiam o ritual (v.21b-22).

Terceiro, Moisés fornece as razões para aquele ritual, bem como o uso do sangue de uma ovelha e o hissopo (planta aromática - Nm 19.6; Sl 51.9): o motivo da festa é afugentar o medo do vento exterminador que ameaça as casas do povo hebreu (v. 23).

Quarto, a ordem para celebrar a Páscoa tem uma dimensão profética. A Páscoa vai além da contagem do tempo humano, cronológico. A celebração não encerra um simples agradecimento, pela libertação da escravidão e a concessão da terra para morar, criar a família e plantar para obter o alimento. A celebração possui a dimensão profética da contínua presença salvadora de Deus junto ao seu povo. Jesus captou essa amplitude da celebração quando disse: "Fazei isso em memória de mim... até que Ele venha" (1 Co 11.24b e 26b).

Quinto: os versos 26-27a providenciam a explicação do nome "Páscoa" para as gerações e gerações de salvos da escravidão. Com isso, o texto bíblico quer mostrar que essa celebração da Páscoa possui uma novidade. Ela não é mais dominada pelo medo do Faraó ou dos outros possíveis "exterminadores" que possam haver nos caminhos do povo de Deus. A celebração da Páscoa, do povo liberto e instalado na terra de Canaã, passa a ser marcada pela alegria e certeza da presença de Deus entre o povo liberto e salvo.

Sexto: os versos 27b-28 assinalam o cumprimento da ordem divina para celebrar a Páscoa.

 

Observações

(1) A prescrição sobre a celebração da Páscoa (Ex 12.21-28) é legitimada pelo editor do livro de Êxodo. Assim, o cabeçalho deste capítulo (Ex 12.1) afirma que a prescrição da Páscoa (12.21-28) é autorizada por Javé. Eis a sua lógica:

1.    Javé comunica a Moisés e Aarão;

2.    Moisés e Aarão ouvem as ordens de Javé;

3.    Moisés e Aarão obedecem e comunicam aos anciãos de Israel.

(2) A celebração continuava a ser celebrada em família. A Bíblia ensina que a família constitui o fundamento para o projeto de sociedade que Deus propõe para a humanidade.

(3) Foram mantidos vários elementos na celebração: ovelhas e ramos de hissopo (erva aromática). Evidentemente que houve algumas modificações, em razão da nova situação de vida do povo, agora, vivendo em Canaã.

(4) Todavia, a antiga Páscoa foi "relida" e "re-significada". O antigo culto dos pastores semi-nômades possuía a função de controlar as forças da natureza. Por exemplo, os povos anteriores aos hebreus acreditavam que oferecendo em sacrifício o filho primogênito, poderia controlar a bênção e a ira divina. Como na cerimônia da primitiva páscoa, os pastores acreditavam que poderiam amenizar a ira divina do "vento destruidor".

(5) Na verdade, o povo bíblico tomou antigos costumes dos povos vizinhos e os converteu em instrumentos de preservação e ensino da fé. No caso da Páscoa, o povo bíblico tomou uma cerimônia pagã, que girava em torno de uma magia, e a transformou em um sinal da presença salvadora de Javé. Em outras palavras, a nova celebração da Páscoa mostra que a fé não é um dado doutrinário ou mágico, mas um gesto história de Javé.

 

IV - Da sedentarização do povo de Israel ao período monárquico.

Após os acontecimentos que envolveram a saída do Egito - a difícil caminhada pelos desertos, os muitos "sinais e maravilhas" realizados por Javé e o cumprimento da promessa de "uma terra que mana leite e mel" - o povo bíblico juntou à idéia da Páscoa aos acontecimentos acima descritos. A Páscoa dos nômades deixou de ser uma cerimônia mágica que procurava afugentar o medo do "exterminador", que se supunha estava próximo, para se tornar uma afirmação concreta da plena liberdade que Javé dá.

  • Foi nesse momento que o povo bíblico tomou consciência que a sua fé em Javé não era uma formalidade a mais entre os povos do Antigo Oriente. Javé não é definido pelo seu ser, mas pela sua atuação na história: Ele ouviu o grito angustiado dos/as escravos/as do Egito e providenciou os meios para a libertação deles (Ex 3-4);

  • A celebração da Páscoa, agora reformulada e "re-significada", passa afirmar que a fé bíblica é histórica, e que tem seu fundamento nos acontecimentos salvíficos relatados nos livros de Êxodo, Números e Deuteronômio, especialmente;

O outro ritual da Páscoa, relatado em Êxodo 12.1-14, provavelmente, representa a segunda forma litúrgica mais primitiva, entre todas incluídas no Antigo Testamento. Ao tornar-se sedentário, o povo de Israel mudou substancialmente seu sistema de vida:

  • de escravos tornaram-se livres;

  • de pastores tornaram-se agricultores;

  • de semi-nômades tornaram-se sedentários.

 

  • A história da salvação do Egito não é ensinada, nas casas e nos cultos, como uma doutrina, mas como um fato histórico, isto é, um milagre de Deus ocorrido na história de seus pais;

  • A fé em Javé, através da celebração da Páscoa, tornou-se uma força transformadora;

 

  • do medo à coragem;

  • da magia a atos concretos da atuação de Javé;

  • da escravidão à liberdade.

 

  • O nome da festa, pesah saltar - o saltar do vento destruidor, demoníaco - passa significar, em conexão com a história de libertação dos hebreus, passar por cima de, saltar para a liberdade;

  • O sacrifício de um cordeiro deixa de ser um simples sacrifício de sangue para se tornar uma memória dos atos salvíficos de Javé. Por isso, a celebração da Páscoa passa a ser prescrita como "um Páscoa para Javé".

 

 

V - A Páscoa no período monárquico.

  • Há silêncio sobre a celebração da Páscoa, exceto o profeta do Reino do Norte Oséias que critica o povo pela ausência da celebração Os 12 ).

 

VI - Da celebração caseira para a cerimônia no Templo de Jerusalém.

O rei Josias (642-609 antes de Cristo) empreendeu uma ampla reforma no Reino de Judá (O Reino de Israel já tinha sido destruído em 722 a.C.).

  • Por determinação do rei Josias, a Páscoa passou a ser celebrada, oficialmente, no Templo, em Jerusalém (Dt 16.1-8);

  • A reforma equipara a Páscoa a uma festa de peregrinação (ver a coleção "Salmos das Subidas" (Sl 120-134);

  • O gado maior (boi ) passa a ser admitido como vítima para o sacrifício;

  • Surgiu a permissão para cozer a vítima, em lugar de assá-la;

  • A memória do êxodo do Egito continuou sendo o motivo principal da celebração.

 

VII - A Páscoa no exílio babilônico (598-537 anos antes de Cristo)

Durante o exílio na Babilônia, o povo exilado desenvolveu a esperança de que Javé poderia libertar, de novo, Israel. Este tema é muito abordado pelo profeta anônimo do exílio, cujas palavras foram editadas no livro de Isaías, capítulos 40 a 55.

  • Desaparece a atividade cultual no Templo (destruído em 587 a.C.). Surge a Sinagoga e cresce a produção literária;

  • Volta o sacrifício da rês menor (ovelhas e cabras);

  • A celebração volta para a família e o ritual de sangue volta a ter o sentido de símbolo da defesa contra o "exterminador";

  • Percebe-se pequenas variações na celebração:

1.    não jogar fora algumas partes do animal sacrificado;

2.    não quebrar os ossos do animal sacrificado;

3.    permissão para celebrar a Páscoa no 2o. mês para quem não pôde sacrificar no 1o. mês (Nm 9.1-14);

4.    passou a ser permitida a participação de estrangeiros.

 

  • Começou aparecer uma distinção entre Páscoa e Ázimos, como celebrações distintas:

Festa dos Ázimos: nos dias 1 a 7 do primeiro mês do ano;

Festa da Páscoa: no dia 14 do mesmo mês.

 

VIII - Páscoa no período Grego

  • Os livros de 1 e 2 Crônicas e Esdras indicam que a Páscoa preservou alguma cerimônia para o Templo, mas a refeição pascal foi mantida no templo;

  • O gado maior foi readmitido como parte da cerimônia;

  • A carne deve ser assada e não cozida;

  • O leigo executa o ritual de sangue (2 Cr 30.21; 35.11);

  • Páscoa e Ázimos voltam a integrarem-se;

  • O levita passa a ter um papel relevante na celebração;

  • A música passa a ser parte da celebração;

  • O copo de vinho passa a ser parte da cerimônia;

  • A Páscoa retornou ao Templo como parte do culto oficial, mas preservou-se a refeição para o ambiente familiar.

 

 

Resumindo

 

1.    A Páscoa pré-mosaica é marcada pelo medo do exterminador maxehit. O ritual tinha algo de "magia" para afugentar os males. É bom lembrar que, nessa época, o povo sacrificava os primogênitos recém-nascidos para ganhar favores divinos (conforme Gn 22);

2.    O povo bíblico tomou todos os costumes e práticas pagãs e os passou pelo crivo da fé javista. Tanto no sacrifício dos primogênitos (Gn 22), como no ritual da Páscoa, o povo bíblico converteu tais cerimônias às práticas e confissões de fé javistas. Em ambas situações, o medo prendia as pessoas e forçava-as a praticarem cerimônias inúteis e criminosas. Foi Javé quem abriu os olhos do povo bíblico. Este se tornou um missionário entre as nações para anunciar as boas novas: "Não temais! Eis que vos trago uma boa nova que será para todo o povo" (Lc 2.10). A Páscoa anuncia o fim do medo e, conseqüentemente, a confirmação da confiança em Deus.

3.    A celebração da Páscoa não é uma cerimônia de nostalgia do passado; não é uma festa da saudade onde heróis e heroínas são lembrados/as por seus atos de valentia; também não é um ritual que procura romantizar o passado, lembrando e homenageando certas figuras da história.

4.    Na Bíblia, dois verbos sobressaem-se: "lembrar" e "esquecer". Quando a Bíblia apela para que o povo lembre dos grandes atos de Javé (conforme Ex 13.3), ela está procurando construir o futuro da nação. A memória dos grandes atos salvíficos de Deus mobiliza a fé da sociedade e fortalece o povo para esperar as boas novas do Reino de Deus. Esquecer o que Deus fez e faz significa a tragédia da humanidade.

5.    Celebrar a Páscoa é resgatar os atos salvíficos de Deus no passado, acreditando que Ele possa fazer o mesmo, entre nós, no dia de hoje. A memória do passado salvífico - seja da libertação no Egito, seja da vida e obra de Jesus Cristo - restaura as forças dos/as crentes celebrantes para o testemunho.

  1. Na verdade, a memória carrega o sentido de redenção, seja dos atos salvíficos de Deus, através da história, bem como a redenção das causas justas do passado. Assim, a memória resgata tanto a vida e obra de Jesus como a luta dos pobres pela dignidade de viver. Pela memória, redimimos o desejo e a luta deles. Assim, se esquecermos os desafios do povo de Deus no Antigo Testamento, os ensinos de Jesus Cristo ou os anseios justos do povo fiel, pomos a perder o sentido desses projetos. A intenção da celebração da Páscoa afirmar que cada geração de celebrante tem o dever de pôr em prática os verdadeiros e justos projetos das gerações do passado.

A Páscoa é determinada através de cálculos astronômicos baseados em antigos calendários e convenções.

Em nosso calendário, ela corresponde ao primeiro domingo após a primeira Lua Cheia (obtida de uma tabela baseada no ciclo metônico) que ocorre durante ou depois de 21 de março.

A data 21 de março foi escolhida como padrão para o dia da entrada na Primavera no Hemisfério Norte da Terra, o que, de fato, nem sempre ocorre. Essa data é, também, sempre próxima à da entrada do Outono no Hemisfério Sul de nosso planeta.

 

 

 

A Origem da Páscoa

Muitos povos antigos, como os egípcios, tinham por costume comemorar o fim do Inverno e o início da Primavera com festas durante as noites iluminadas pela Lua Cheia. A primeira noite de Lua Cheia, após a entrada da Primavera, era para eles uma noite especial.

Foi durante a noite, após uma dessas comemorações, que ocorreu o Pessah (passagem, em hebraico), relatado na Torah dos hebreus e no Antigo Testamento da Bíblia Cristã, quando o Deus Jeová passou sobre o Egito e todos os primogênitos dos não hebreus foram mortos.

A essa “praga”, seguiu-se a libertação dos hebreus do Egito, liderados por Moisés. A comemoração da data da Pessah (passagem), que viria a dar origem à Páscoa dos cristãos, foi ordenada diretamente a Moisés pelo Deus dos hebreus, Jeová.

Na tradição Cristã, a Páscoa é igualmente relevante, pois quando Jesus retornou a Israel para participar das comemorações do Domingo da Pessah, foi capturado e, depois, crucificado, tendo morrido numa sexta-feira (Sexta-feira da Paixão) e ressuscitado no domingo (Domingo da Ressurreição ou Domingo de Páscoa).

A Páscoa, como festa cristã comemorativa da Ressurreição de Jesus Cristo, foi instituída pela Igreja Católica somente no ano 30 d.C. e, originalmente, coincidia com a Pessah dos hebreus.

É curioso que tanto os hebreus como os cristãos tenham mantido, por milênios, uma tradição de povos nômades, que saudavam o fim das noites frias de inverno aproveitando a claridade da Lua Cheia após a chegada da Primavera.

Essa tradição não é exclusiva desses povos, mas é dela que se originou a Páscoa tal como a conhecemos hoje em todo o mundo.

 

 

 

 

 

Os Símbolos da Vida

À exuberância da vida nas estações mais amenas — a Primavera e o Verão — foram associados símbolos de fertilidade, como o Coelho e o Ovo de Páscoa. É na primavera que os coelhos ficam mais fora de suas tocas e são mais facilmente visíveis.

Era costume em muitas aldeias européias, particularmente na Alemanha, esconder ovos de galinha desenhados nos jardins para que as crianças os encontrassem no Domingo de Páscoa.

Naturalmente, a associação entre os coelhos vistos nos campos e os ovos escondidos nos jardins acabou acontecendo no imaginário popular.

Outros muitos símbolos de vida, como por exemplo o Ramo de Oliveira, foram introduzidos por diferentes culturas em diferentes épocas.

Para nós, habitantes do hemisfério Sul da Terra, a Páscoa corresponde à entrada no Outono. Mesmo assim, por tradição, nossa cultura também mantém os mesmos símbolos de exuberância da vida para essa data comemorativa.

 

 

 

 

 

A Festa Maior da Cristandade

Na tradição cristã a maior comemoração é a da Ressurreição de Cristo, no Domingo de Páscoa, após a Semana Santa.

Essa festa cristã começa com a Quaresma, um período de 40 dias onde os crentes (os que crêem em Cristo como o Deus Filho da Santíssima Trindade) se abstêm de carne, fazem jejum e fazem reflexões e orações.

  • A Quaresma começa na quarta-feira de cinzas e termina no Domingo de Ramos — quarenta dias depois.

  • A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, quando Ramos de Oliveira, simbolizando a vida, são benzidos.

  • Na Quinta-Feira Santa é celebrada a Ceia do Senhor — a Santa Ceia — e ocorre a cerimônia do Lava Pés.

  • Na Sexta-Feira Santa ocorre a procissão da Via-Sacra, ao final da qual os fiéis recebem a comunhão eucarística. Muitos fazem jejum e outros se abstêm de comer carne.

  • No Sábado de Aleluia, durante a noite, faz-se a Vigília Pascal.

  • No Domingo de Páscoa celebra-se a Ressurreição de Jesus Cristo.

 

 

 

 

As Festas Móveis dos católicos são definidas a partir da data da Páscoa, conforme as indicações a seguir.

Algumas dessas datas são oficialmente comemoradas com feriados no Calendário Civil brasileiro, em âmbito federativo.

Outras são, ainda, comemoradas com feriados municipais.

·         Septuagésima: 63 dias antes;

·         Domingo de Carnaval: 7º domingo anterior ou 49 dias antes;

·         Terça-Feira de Carnaval: 47 dias antes;

·         Quarta-Feira de Cinzas: 46 dias antes;

·         Domingo de Ramos: 1º domingo anterior ou 7 dias antes;

·         Sexta-Feira da Paixão: 2 dias antes;

·         Domingo do Espírito Santo: 7º domingo posterior ou 49 dias depois;

·         Santíssima Trindade: 8º domingo posterior ou 56 dias depois;

·         Corpus Christi (Corpo de Cristo): 60 dias depois.

 

 

 

O Carnaval tem sua origem estreitamente ligada à Páscoa Cristã.

Às vésperas da Quaresma, prestes a passar 40 dias sem comer carne, os povos antigos instituíram uma festa para fartarem-se o quanto pudessem durante 3 dias com comidas, bebidas e, é claro, de carne.

A palavra “carnaval” provavelmente tem origem na expressão latina “Carne Vale”, que significa literalmente “carne vale”, ou “carne pode”.

Carnaval começa no Domingo de Carnaval, a exatos 49 dias antes do Domingo de Páscoa, e termina na Terça-Feira Gorda, à véspera da Quarta-Feira de Cinzas.

A Quarta-Feira de Cinzas celebra a entrada na Quaresma, período de arrependimento, conversão aos ensinamentos de Cristo e penitências.

As cinzas simbolizam a fugacidade da existência, tão bem expressa na Bíblia, no Gênesis 3,19: “Lembra-te que é pó, e ao pó hás de voltar”.

 

 

Fonte:

http://salvandoalmas-na.comunidades.net

http://www.metodista.br

http://www.asterdomus.com.br